Ex-vereadora Pâmela Volp deixa prisão após mais de 4 anos e vai para domiciliar com tornozeleira eletrônica

Pâmela Volp Rodrigues Cardoso deixou a prisão na manhã desta quinta-feira (14), em Uberlândia, após decisão judicial que autorizou prisão domiciliar devido problemas de saúde.

A ex-vereadora de Uberlândia Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi solta na manhã desta quinta-feira (14) e passa a cumprir prisão domiciliar com monitoração eletrônica, conforme informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Segundo a direção do presídio, a medida foi autorizada pela Justiça por questões de saúde e terá duração de 30 dias.

Pâmela deixou o Presídio Professor Jacy de Assis às 8h56, após a emissão do alvará de soltura que determinou a substituição da prisão pela domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

g1 questionou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre os detalhes da decisão que autorizou a mudança de regime e aguarda retorno.

Histórico do caso

Presa há mais de quatro anos, desde novembro de 2021, Pâmela Volp é ex-vereadora de Uberlândia e ficou conhecida após ser alvo da Operação Libertas, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Ela foi apontada como líder de uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuou por mais de 30 anos na cidade e em outros estados. O grupo explorava sexualmente, principalmente, travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade.

As denúncias reunidas ao longo das investigações incluem exploração sexual, tortura, extorsão, lavagem de dinheiro e realização de cirurgias clandestinas, além de relatos de violência sistemática contra vítimas.

Segundo o MPMG, as condenações atribuídas a Pâmela somam mais de 50 anos de prisão. A defesa, no entanto, sustentou que nem todos os processos têm decisão definitiva e que parte das penas ainda não foi unificada.

A própria defesa já afirmou anteriormente que a ex-vereadora seria uma “presa tecnicamente provisória”, o que poderia influenciar decisões judiciais sobre a forma de cumprimento das medidas cautelares.

Fonte: g1