Doku, atacante da seleção belga, deixou temporariamente a concentração da Bélgica na Copa do Mundo 2026 para estar presente no nascimento do seu primeiro filho.
O gesto, que para a maioria das pessoas representa um momento de humanidade e responsabilidade, foi duramente criticado por uma jornalista francesa.
No programa L’Équipe de Choc, da emissora L’Équipe, a apresentadora France Pierron não poupou palavras. Ela classificou o momento do parto como “momento dégueulasse” (asqueroso/desagradável) e afirmou que o pai “não serve para nada”, tendo apenas “papel de figurante” — o de segurar a mão e tirar foto.
A declaração gerou uma onda imediata de revolta nas redes sociais e na imprensa. Muitos apontaram o tom frio, antiquado e desrespeitoso, especialmente por partir de uma mulher em 2026, ano em que a presença dos pais nos nascimentos é vista como algo natural e importante pela grande maioria da sociedade.
Diante da forte repercussão negativa, a L’Équipe se desculpou publicamente dos comentários e ao jogador Jérémy Doku .. A emissora também decidiu afastar France Pierron do ar até o final da temporada.
A própria jornalista tentou se desculpar nas redes, mas muitas pessoas consideraram o pedido de desculpas insuficiente.
Enquanto isso, a mulher de Doku já deu à luz o primeiro filho do casal, e o jogador conseguiu estar presente com um acordo feito com a comissão técnica da seleção belga.
O caso expõe claramente como certas visões “velha guarda” sobre paternidade ainda resistem em alguns ambientes, inclusive no jornalismo esportivo. Chamar o nascimento de um filho de momento “asqueroso” e minimizar o papel do pai demonstra zero sensibilidade e zero noção de como a sociedade evoluiu.
Priorizar a família, mesmo durante uma Copa do Mundo, não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é um ato de humanidade, maturidade e responsabilidade.
Doku fez a escolha certa. E o episódio serve como lembrete de que, em 2026, frases como essas já não passam mais despercebidas — nem sem consequência.
Até a próxima.
Fonte: Jovem Pan




