Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu não haver evidências que comprovem estupro no caso envolvendo um associado do Palmeiras, segundo a defesa do averigado, em nota enviada ao Metrópoles. O inquérito policial, no entanto, segue em andamento.
Ainda de acordo com os advogados de Laércio Milazzotto, uma testemunha teria relatado que não presenciou qualquer convite para que a menina de 4 anos entrasse no banheiro.
Leia a nota abaixo:
“Com o objetivo de esclarecer as informações recentemente divulgadas sobre o inquérito policial em andamento, a defesa informa que novos elementos foram incorporados à investigação.
Entre as diligências realizadas, foi juntado aos autos o depoimento de uma testemunha, que contou não ter presenciado qualquer convite ou induzimento para que a menor ingressasse ao banheiro, afirmando ainda que acreditou que ela havia apenas entrado no local por engano.
Também foi anexado ao procedimento o laudo pericial elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML), que concluiu não haver evidências que pudessem corroborar as acusações.
Tais fatos reforçam o depoimento já prestado pelo referido associado do clube Palmeiras, que desde o início vem ressaltando sua estranheza com a acusação, negando veementemente os fatos narrados.
O inquérito policial permanece em andamento e ainda depende da realização de diligências complementares para sua conclusão. A defesa segue acompanhando o caso e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários.”
O idoso, de 74 anos, está sendo averiguado por abusar sexualmente de uma criança na sede social do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, registrado pela mãe da menina, o homem era conhecido da família e acompanhava o neto nas atividades no clube.
Ainda de acordo com o registro, ele já havia tentado se aproximar da criança outras vezes, mas sem sucesso. Contudo, naquele dia, teria conseguido atrair sua atenção oferecendo pipoca.
Ainda de acordo com a mãe, a menina sumiu por volta das 16h30 e reapareceu instantes depois, como se estivesse retornando do banheiro masculino.
Ao questionar a filha sobre onde ela estava, a mulher teria ouvido como resposta que se tratava de um segredo. Depois de a mãe insistir, a criança teria afirmado: “O vovô colocou a mão lá”.
Também segundo o boletim de ocorrência, a mulher não entendeu exatamente o significado da frase no momento e só veio a notar o suposto abuso mais tarde, quando dava banho na menina. Foi quando teria percebido a presença de secreção na região íntima da filha.
A mulher voltou ao Palmeiras à noite para buscar denunciar o abuso e pedir providências. No local, funcionários da segurança teriam identificado nas câmeras que a menor esteve, sim, no banheiro masculino e permaneceu lá por aproximadamente 15 segundos.
No último dia 16, Laércio Milazzotto prestou depoimento à 9ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Segundo apuração do Metrópoles, durante o interrogatório aos policiais, ele negou as acusações.
Sócio afastado
Em nota (leia íntegra abaixo), o Palmeiras informou que abriu uma investigação interna para apurar a denúncia de abuso sexual registrada pela mãe da criança. Segundo o clube, a mulher procurou a administração da sede social para relatar o caso e recebeu acolhimento, assim como a filha. O Palmeiras também afirmou que as imagens do sistema de monitoramento foram separadas e colocadas à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.
O clube informou ainda que, após ser comunicada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou o afastamento imediato do associado apontado como suspeito de envolvimento no caso. De acordo com o Palmeiras, a suspensão tem caráter preventivo e permanecerá enquanto os fatos são apurados. A instituição afirmou que, caso a autoria ou participação do associado seja comprovada, ele poderá ser expulso do quadro social, além de estar sujeito às demais medidas cabíveis.
Nota do Palmeiras
“Na noite de quarta-feira (10/6), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Paralelamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento da sede social. O material solicitado foi prontamente separado e enviado à polícia.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
A identidade do suspeito está sendo preservada em respeito às normas legais e para a adequada condução das investigações realizadas pela autoridade competente.
A instituição segue inteiramente à disposição do Poder Judiciário para colaborar com esclarecimentos adicionais que entendam ser pertinentes para a apuração do caso.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente elucidados.”
Fonte: Metrópoles




