Negociadores dos Estados Unidos e do Irã dão início nesta segunda-feira (22) na Suíça ao segundo dia de negociações em busca do fim definitivo da guerra entre os dois países, após um início conturbado por causa de declarações agressivas do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o regime iraniano.
Os mediadores do Catar e do Paquistão saudaram o que chamaram de “progresso encorajador” feito durante as conversas, já que o Irã e os Estados Unidos concordaram em criar mecanismo para conter os combates no Líbano. Um diplomata norte-americano afirmou que houve progresso também nas conversas sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Quando Trump soltou uma nova ameaça ao Irã na rede Truth Social, as negociações foram temporariamente interrompidas. Os principais negociadores norte-americanos na Suíça incluem o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. O Irã é representado por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
Em uma declaração conjunta, o Paquistão e o Catar informaram que as conversas de alto nível haviam terminado e que as negociações técnicas continuariam na Suíça pelo resto da semana. As partes concordaram em estabelecer uma “linha de comunicação” para garantir a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz, bem como um mecanismo para pôr fim aos combates entre Israel e o grupo militante pró-Irã Hezbollah no Líbano.
Araghchi escreveu no X que os mediadores paquistaneses e catarianos entregaram “grande progresso para acabar com a Guerra do Líbano” e acrescentou que o primeiro “teste real” das negociações seria se o mecanismo conseguiria parar os combates entre Israel e Hezbollah. A Casa Branca não se manifestou.
Fonte: Jovem Pan




