Secom gastou R$ 984,8 milhões em propagandas de televisão no governo Lula 3

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) destinou R$ 984,8 milhões para publicidade em televisão desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados são do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom).

O levantamento considera apenas os sete grupos de televisão que mais receberam recursos da administração federal direta. Também contempla exclusivamente campanhas veiculadas na TV.

Os valores acumulados entre 2023 e fevereiro de 2026 foram:

  • Globo: R$ 517,6 milhões
  • Record: R$ 228,9 milhões
  • SBT: R$ 143,1 milhões
  • Band: R$ 69,9 milhões
  • RedeTV!: R$ 16,9 milhões
  • TV Cultura: R$ 5,3 milhões
  • TV Gazeta: R$ 1,5 milhão

Os dados de 2026 abrangem apenas os meses de janeiro e fevereiro, últimos números disponíveis na base consultada.

A Globo concentrou pouco mais da metade dos recursos destinados aos sete grupos analisados. O valor recebido pela emissora supera a soma dos montantes destinados a SBT, Band, RedeTV!, Cultura e Gazeta no período.

A Record aparece na segunda posição, com R$ 228,9 milhões, seguida pelo SBT, que recebeu R$ 143,1 milhões.

Em termos anuais, os desembolsos para os sete grupos somaram R$ 291,9 milhões em 2023. Em 2024, o valor chegou a R$ 246,2 milhões. Em 2025, alcançou R$ 369,8 milhões. Já nos dois primeiros meses de 2026, o total registrado foi de R$ 76,9 milhões.

Somados, Globo, Record e SBT receberam R$ 889,6 milhões desde o início do atual governo. O montante representa cerca de 90% de todos os recursos destinados aos sete grupos contemplados neste levantamento.

O Sicom reúne informações sobre os gastos de publicidade da Secom e dos ministérios que compõem a administração federal direta. O levantamento não inclui despesas de publicidade de empresas estatais, como Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Em nota, a Secom diz que “Os critérios utilizados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para a distribuição do investimento em publicidade são balizados por critérios técnicos”.

Fonte: Jovem Pan