Grupo é investigado por fraudes no fornecimento de energia elétrica, lavagem de dinheiro, compra de votos e fraudes em processos licitatórios.
Um grupo investigado por fraudes no fornecimento de energia elétrica, lavagem de dinheiro, compra de votos e fraudes em processos licitatórios nos municípios de Espinosa e Mamonas teve cerca de R$ 1 milhão em bens bloqueados.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os investigados foram alvo da segunda fase da operação Padrão, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos documentos, cheques e outros materiais. A Justiça autorizou ainda o sequestro de veículos, de um sítio e de um terreno em um condomínio de alto padrão. A primeira etapa da ação ocorreu em dezembro de 2014.
“Entre os investigados está um ex-parlamentar de um dos municípios, apontado como possível líder do esquema. Também são apuradas as condutas de três pessoas suspeitas de atuarem como laranjas, além de três empresas que teriam sido utilizadas para movimentar e ocultar recursos provenientes das práticas ilícitas.”
De acordo com a polícia, ao longo dos levantamentos, foram reunidos indícios sobre a participação do grupo em esquemas clandestinos de instalação irregular de redes elétricas, ocultação de patrimônio e uso de laranjas.
“As apurações mostram que o grupo realizava instalações clandestinas de redes elétricas sem observar normas técnicas, utilizando materiais de procedência duvidosa, padrões supostamente desviados e documentos falsificados. Além dos prejuízos financeiros, as irregularidades representavam risco à segurança da população.”
Os policiais ainda relataram intimidação e ameaças contra funcionários da concessionária de energia, que teriam sido coagidos.
“Há também indícios de lavagem de capitais por meio da ocultação patrimonial, com empresas registradas em nome de terceiros, e da utilização indevida de veículos pertencentes a associações comunitárias em benefício de empresas ligadas ao principal investigado.”
As investigações continuam para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Fonte: g1




