A Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO, sigla em inglês) define a infecção pela bactéria Helicobacter pylori — mais conhecida como H. pylori — como “grande problema de saúde mundial, causando morbilidade e mortalidade consideráveis devido à doença da úlcera péptica e câncer gástrico”. Em um artigo, a entidade pontuou que a condição “recai desproporcionalmente sobre as populações com menos recursos.”
Membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a gastroenterologista Maria Júlia Colossi destaca que a infecção pela H. pylori tem 40% de prevalência mundial. De acordo com a mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), esse micro-organismo apresenta uma estrutura complexa, especializado em colonizar o revestimento do estômago.
Segundo a especialista em endoscopia digestiva e colonoscopia, quando um indivíduo está com H. pylori, surgem alguns sinais. “Os principais sintomas da infecção são a dispepsia tipo dor no estômago e no meio do abdômen relacionada ou não à alimentação e a dispepsia como empachamento pós-prandial, que é aquela sensação de ficar saciado precocemente durante uma refeição”, detalha a médica.
Outro indício de infecção pelo micro-organismo é a anemia por deficiência de ferro ou de vitamina B12 “não explicada por outros sinais e sintomas”. A gastroenterologista menciona ainda a perda de peso não intencional e hemorragia digestiva com úlceras gástricas ou duodenais na endoscopia. A pessoa também tende apresentar plaquetas baixas de forma persistente.
Conforme Maria Júlia Colossi, massa abdominal palpável deve ser avaliada como possibilidade de infecção por H. pylori ou até progressão para algo mais grave. A especialista esclarece que o contágio decorre do contato interpessoal através de saliva (oral-oral), fluidos gástricos (gastro-oral) e resíduos fecais (fecal-oral), que são os veículos da bactéria.

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Fonte: Metrópoles







