França vê Kassab traído por Tarcísio e caminho para aliança com Lula

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Um dos articuladores da aliança entre o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) vê chances de ocorrer um movimento semelhante com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nas eleições deste ano.

A interlocutores, França tem dito que Kassab é o Alckmin do pleito de 2026. O ex-governador disse, em conversas reservadas, que o presidente do PSD “está solto” após ter sido, nas palavras dele, “traído” pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem foi um importante aliado nas eleições e secretário de Governo até o mês passado.

Kassab tinha expectativa de ser o vice na chapa à reeleição de Tarcísio, mas o governador recusou e ainda tirou a vaga do PSD. O atual vice, Felício Ramuth, deixou a legenda de Kassab e se filiou ao MDB para disputar a eleição ao lado do atual chefe do Executivo paulista novamente.

França defende que a eleição de Lula, em 2022, foi ganha pelos votos conquistados em São Paulo, apesar do petista ter perdido para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado, por 55% a 45%. Na visão dele, a desvantagem teria sido maior não fosse a influência de Alckmin, que governou o estado por quatro mandatos, no interior. Hoje, é o partido de Kassab que tem mais prefeitos paulistas.

Um dos cenários possíveis para Kassab se aliar à esquerda é oferecer ao cacique do PSD a vaga de vice na chapa de Lula. Embora o presidente tenha anunciado a reedição da parceria eleitoral com Alckmin, algumas lideranças petistas de São Paulo têm defendido publicamente que o atual vice-presidente dispute uma cadeira ao Senado pelo estado, e Kassab seja o vice de Lula.

Nas entrevistas que concede e nos eventos que participa, Kassab tem dito que está comprometido com o projeto de reeleição de Tarcísio. O presidente do PSD também tem afirmado que levará até o fim a pré-candidatura presidencial do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que trocou o União Brasil pelo PSD para concorrer ao Planalto.

 

Fonte: Metrópoles