Os filhos de Ali Khamenei, Meysam, Masoud e Mostafa, participaram neste domingo (5/7) do segundo dia de funeral público do ex-líder supremo do Irã, morto em ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro. Os três apareceram ao lado do caixão do pai durante uma cerimônia religiosa em Teerã, mas Mojtaba Khamenei, sucessor no comando da República Islâmica, segue sem fazer aparições públicas.
Imagens exibidas pela televisão estatal iraniana mostraram os três irmãos rezando ao lado dos caixões de Ali Khamenei e de outros quatro integrantes da família, posicionados no pátio do Grande Mosalla Imam Khomeini, um dos maiores complexos religiosos da capital iraniana. Assista:
Three sons of former Iranian Supreme Leader Khamenei (Mostafa, Meysam, and Masoud) were seen praying beside his coffin
Iran’s new Supreme Leader Mojtaba Khamenei did not make an appearance pic.twitter.com/ZXcQI6Eg8T
— Conflict Radar (@Conflict_Radar) July 5, 2026
Desde que assumiu a liderança suprema do país, em março, Mojtaba não foi visto em público nem teve imagens divulgadas oficialmente. Segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas, Mojtaba ficou ferido e desconfigurado durante os bombardeios de 28 de fevereiro, que mataram Ali Khamenei e outros familiares.
Além dos quatro filhos homens, Ali Khamenei também deixa duas filhas, Boshra e Hoda. Até a última atualização, não havia confirmação sobre a presença delas nas cerimônias de despedida.
Multidão acompanha segundo dia de homenagens
Assim como ocorreu na abertura do funeral público, milhares de iranianos compareceram neste domingo ao Grande Mosalla Imam Khomeini para prestar as últimas homenagens ao ex-líder supremo.
A cerimônia reuniu fiéis, autoridades do governo, líderes religiosos e integrantes da alta cúpula iraniana. O governo organizou um forte esquema de segurança para acompanhar os eventos, considerados um dos maiores funerais da história recente do país.
Durante as homenagens, o clima também foi marcado por manifestações políticas. O poeta Mohammad Rasouli, responsável por conduzir parte da cerimônia antes das orações, incentivou a multidão a entoar gritos de “Morte aos EUA!” e “Morte a Israel!”.
Em um dos momentos do evento, Rasouli mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntando à multidão: “Por que o homem mais bastardo do mundo ainda está vivo?”. A declaração foi seguida por aplausos dos presentes. Também foram vistos cartazes e pichações com mensagens pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Funeral foi adiado por quatro meses
As cerimônias públicas começaram no sábado (4/7), mais de quatro meses após a morte de Ali Khamenei. O adiamento é considerado incomum na tradição islâmica, que prevê que o sepultamento ocorra, sempre que possível, em até 24 horas após a morte.
Segundo o governo iraniano, o funeral precisou ser adiado devido à guerra iniciada logo após os ataques de 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel bombardearam alvos no Irã. Durante esse período, o corpo permaneceu preservado sob refrigeração, medida considerada aceitável em situações excepcionais, como conflitos armados.
As cerimônias tiveram início com um evento reservado a autoridades e representantes de países aliados de Teerã e, depois, foram abertas ao público.
Cortejo passará por cidades sagradas
O funeral foi organizado para durar seis dias e inclui cerimônias em diferentes locais de importância religiosa para o islamismo xiita.

Após as homenagens em Teerã, o corpo de Ali Khamenei deverá passar pelas cidades iraquianas de Najaf e Karbala, que abrigam alguns dos principais santuários da corrente xiita do islamismo.
O sepultamento está previsto para ocorrer em Mashhad, cidade onde Khamenei nasceu, no complexo do Santuário do Imã Reza, considerado um dos locais mais sagrados da religião xiita.
Além da despedida ao ex-líder, o governo iraniano trata as cerimônias como uma demonstração de unidade nacional após meses de guerra. As homenagens também buscam reforçar a transição para a nova liderança do país e transmitir uma mensagem de resistência diante dos conflitos com Estados Unidos e Israel.
Fonte: Metrópoles






















