A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (4) a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A ex-presidente do Partido Liberal (PL) Mulher se junta à deputada federal Bia Kicis (PL-DF) na disputa pelos dois assentos da Casa Alta.
“Aceitei a missão que meu galego [ex-presidente Jair Bolsonaro] me confiou: ser candidata ao Senado pelo meu quadradinho”, escreveu a ex-primeira-dama em publicação nos stories do Instagram.
Michelle ficou muito perto de desistir do pleito depois de desentendimentos com o enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Conforme antecipou a Jovem Pan, ela sacramentou a decisão de disputar o Senado às vésperas da convenção do PL no Distrito Federal.
A ex-primeira-dama estava se sentindo preterida pelo partido após as rusgas com o enteado. Ela teria ficado satisfeita de ouvir do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que era importante para a estratégia da direita no país em conversa na sexta-feira (31).
Também foram decisivas a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Amigas da ex-primeira-dama, elas ajudaram a convencer Michelle a não desistir e foram determinantes na reaproximação pública com Flávio.
A vitória de Michelle é dada com certa dentro do PL. Popular entre os bolsonaristas, mas também entre evangélicos e conservadores moderados, a ex-primeira-dama é considerada peça importante para a direita manter o controle do Congresso na próxima legislatura. Ela é também apontada como uma possível sucessora política do marido, especialmente caso Flávio Bolsonaro não consiga vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.
Michelle x Flávio
O atrito entre Michelle e Flávio começou em 25 de junho, quando a ex-primeira-dama compartilhou vídeos nas redes sociais em que disse ter sido humilhada pelo senador. “Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido”, declarou.
Segundo a ex-primeira-dama, Flávio a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE), que é presidente do diretório cearense da sigla. Fernandes declarou apoio ao candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), que, conforme Michelle, chamou o próprio Flávio e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”.
A paz foi selada em 23 de julho, quando Michelle publicou um novo vídeo em seus perfis nas redes aceitando o pedido de desculpas de Flávio.
Fonte: Jovem Pan




