O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou que não será candidato ao governo de Minas Gerais nesta segunda-feira (3). A decisão foi comunicada nas redes sociais do partido, junto ao presidente nacional do partido e deputado federal por São Paulo, Marcos Pereira, e ao presidente estadual do partido e deputado por Minas Gerais, Euclydes Pattersen.
Segundo Euclydes, a decisão foi de Cletinho, “espontaneamente”, pelo momento difícil que o senador passa, e que a sigla deu todas as ferramentas pela candidatura.
Cleitinho disse que não está cuidando de si mesmo e a família,e que então, não teria como participar do pleito, aparentando estar bastante emocionado durante a gravação e até chorando.
O senador perdeu o irmão no dia 18 de julho. Matheus Azevedo realizava tratamento contra uma leucemia e aguardava a realização de um transplante de medula óssea.
Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade.Cleitinho Azevedo
Na avaliação do presidente da legenda na semana passada, conforme adiantado pela Jovem Pan, Cleitinho perdeu o “timing político” para disputar o Executivo Estadual e defendeu que o senador fique de fora da corrida eleitoral. A legenda já prepara acordo com o PL para apoiar Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Minas, como candidato a governador.
O acordo costurado prevê que o PP lance Aro como candidato com o apoio do PL e do Republicanos, que deve indicar a vice de Aro. O ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, é um dos favoritos para compor a chapa estadual.
Demora pela difinição
A demora de Cleitinho em confirmar se vai disputar ou não o governo Estadual não foi bem vista dentro do Republicanos. A ausência do senador na convenção estadual do partido também incomodou os caciques do partido. Segundo integrantes da sigla, Cleitinho avisou horas antes do evento que não iria comparecer.
O presidente do PL-MG, deputado Zé Victor, afirmou que a decisão da candidatura de Cleitinho é interna e cabe apenas ao Republicanos, e já tinha afirmado que o senador estava muito fragilizado emocionalmente devido à perda do irmão.
O senador liderava a disputa pelo governo de Minas Gerais com 35% das intenções de voto, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 28 de julho. Ele é seguido por Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, (PDT), que marca 12%, e pelo deputado federal Patrus Ananias (PT), com 10%.
Fonte: Jovem Pan




