A família da gestante Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, que morreu logo após dar à luz a filha, no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), denunciou que até esta quarta-feira (15/7), o Instituto de Medicina Legal (IML) não tinha ido até o hospital buscar o corpo da mulher.
O óbito foi declarado na segunda (13/7) por volta das 20h e, desde então, a família aguarda pela perícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo o advogado da família, Flavio Domingos, a 32ª Delegacia de Polícia, onde foi registrado o boletim de ocorrência, não solicitou a remoção para que pudesse ser enviado ao IML.
“Em razão da grande repercussão do caso, o próprio IML entrou em contato comigo hoje (15/7), na qualidade de advogado da família, informando que a 32ª Delegacia de Polícia, onde a ocorrência havia sido registrada, ainda não havia encaminhado a solicitação necessária para o recebimento do corpo”, disse o advogado em nota.
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do Metrópoles DF
“Não sabemos se houve equívoco ou falta de informação por parte do agente policial, porém ele informou que registraria a ocorrência e que, posteriormente, haveria um trâmite interno de responsabilidade do hospital”, completou.
O advogado contou, ainda, que procurou outra delegacia, a 26ª DP, onde foi informado que corpo seria removido pelo IML ainda nesta quarta “para a realização da perícia — a qual será fundamental para esclarecer tecnicamente a causa da morte e subsidiar as investigações”. Família suspeita da causa da morte.
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), os casos em que há solicitação de necropsia pelo Instituto de Medicina Legal (IML), o encaminhamento ocorre conforme o fluxo estabelecido entre os familiares, a autoridade policial e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
“Enquanto são adotadas as providências necessárias para o acionamento do IML, o hospital mantém o corpo devidamente acondicionado em câmara refrigerada, em conformidade com os protocolos vigentes, até a retirada pela equipe responsável”, explicou em nota.
A reportagem procurou a Polícia Civil, que não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
Mulher morre em Hospital de Samambaia após dar a luz
Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, morreu, nesta segunda-feira (13/7), após dar à luz no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Essa é a segunda morte envolvendo uma mulher grávida registrada no HRSam, em um intervalo de apenas uma semana. Além da bebê, Maria Aparecida deixa um filho de 9 anos.
Segundo a família, Maria Aparecida Galdino dos Santos deu entrada no Hospital de Samambaia ainda no domingo. A mulher teria solicitado que fosse feita uma cesárea, mas o pedido foi ignorado pela equipe médica.
A bebê, Helena, nasceu apenas no dia seguinte, por volta das 14h. O esposo e pai da criança, Douglas Cardoso, contou ao Metrópoles que “foi um parto normal, mal conduzido e muito forçado”.
Após o nascimento da criança, a equipe hospitalar percebeu que parte da placenta ainda estaria dentro da paciente. No entanto, segundo Douglas, isso só foi percebido após Maria começar a ter uma hemorragia.
Ainda de acordo com o esposo, o hospital informou que foi preciso fazer duas raspagens para conseguir tirar a placenta e, devido à hemorragia, precisariam tirar o útero. Todo processo durou até as 20h – quando foi informado de que a mulher não teria resistido e foi a óbito.
De acordo com a SES-DF, Maria Aparecida Galdino dos Santos teve uma condição chamada de atonia uterina, quando o útero não contrai após o parto normal. Para tentar conter o sangramento, foi feito o procedimento de retirada do útero. Entretanto, Maria continuou tendo hemorragia até ir a óbito.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) informou que “determinou a imediata apuração das circunstâncias envolvendo os óbitos das duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia”.
A SES informou, ainda, que não é conivente com quaisquer falhas e, se forem constatadas, os envolvidos serão responsabilizados. “Se forem constatadas responsabilidades, todos os envolvidos serão rigorosamente responsabilizados, com a adoção imediata das medidas administrativas, disciplinares e legais cabíveis”.
Fonte: Metrópoles




