Irã diz ter atacado bases militares dos EUA no Kuwait e Bahrein

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nessa quarta-feira (8/7) ter realizado ataques contra quatro bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, sendo duas localizadas no Kuwait e outras duas no Bahrein.

Segundo o grupo, a ofensiva foi uma resposta aos bombardeios norte-americanos realizados mais cedo contra alvos iranianos.

Em comunicado, a IRGC declarou que a operação faz parte da retaliação aos ataques autorizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e advertiu que novas bases militares americanas na região também poderão ser alvo, caso Washington volte a atacar o território iraniano.

“O alcance de nossas operações será ampliado para outras bases dos Estados Unidos na região se a agressão continuar”, afirmou o grupo.

Distribuídas por mais de uma dezena de países, as bases norte-americanas passam a integrar o cálculo estratégico de uma eventual escalada do conflito.

Confira:

Distribuição de bases e tropas dos EUA no Oriente Médio ajuda a explicar os riscos de uma escalada após novas ameaças de Washington a Teerã

Escalada militar

  • A nova ofensiva ocorre horas depois de os Estados Unidos anunciarem uma nova rodada de ataques contra alvos ligados ao Irã.
  • Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), a operação teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
  • Washington também acusou Teerã de promover ataques contra embarcações comerciais que transitavam pela região.
  • O governo iraniano nega as acusações.
  • Após o anúncio dos bombardeios, Trump afirmou que o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho, que estabelecia um cessar-fogo provisório, “acabou”.
  • O republicano ainda advertiu que qualquer novo ataque iraniano provocará uma resposta ainda mais intensa dos Estados Unidos.

Apesar da escalada militar, Trump afirmou que o Irã procurou Washington para tentar retomar as negociações.

“Eles ligaram há pouco tempo, querem muito fechar um acordo. Só não sei se eles são dignos de um acordo”, declarou durante o retorno da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.

O confronto marca o curto prazo da trégua firmada entre os dois países em junho. Nas últimas semanas, as divergências sobre o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas e a segurança no Estreito de Ormuz aumentaram, culminando na retomada das operações militares e na troca de ameaças entre Washington e Teerã.

Fonte: Metrópoles