Assunção — Os países do Mercosul aprovaram uma declaração na qual manifestam preocupação com a situação humanitária na Bolívia, que enfrenta protestos e bloqueios de estradas há de mais de 50 dias.
No documento adotado, as nações rechaçaram atos que envolvam violência e interrupções de serviços essenciais, além de ameaças à infraestrutura ou “qualquer outra conduta que comprometa a estabilidade democrática”.
Os países também reafirmaram apoio à gestão de Rodrigo Paz, pregando o respeito ao “governo legítimo e constitucional” do país.
“Instaram todos os atores políticos e sociais a canalizarem suas diferenças por meio do diálogo, do respeito mútuo, do pleno reconhecimento das instituições democráticas e da preservação da paz social”, diz o comunicado aprovado ao término da Cúpula de Assunção, realizada nesta terça-feira (30/6) na capital paraguaia.
No dia 20, o governo boliviano declarou estado de emergência em razão dos protestos. A determinação proíbe bloquear ruas, portar armas e explosivos, transportar combustíveis e usar objetos perigosos.
As mobilizações são motivadas pela promulgação de uma lei que trata da propriedade de terras no país. Manifestantes pressionam pela renúncia do presidente.
Encerramento da Cúpula
Além do texto sobre a Bolívia, os países divulgaram uma declaração conjunta sobre os trabalhos da cúpula. O documento celebra o avanço das conversas sobre acordos comerciais durante a presidência rotativa do Paraguai.
Nesta terça, o bloco anunciou o lançamento das negociações de um acordo com o Japão. O grupo também discute parcerias com o Canadá, Emirados Árabes, Índia, entre outros.
“[Os países] acolheram favoravelmente os esforços realizados durante o semestre para continuar a modernizar e aprofundar os acordos comerciais do Mercosul a nível regional”, destaca a nota.
A cúpula desta terça marcou o fim da presidência pro tempore do Paraguai e a passagem de bastão para o Uruguai, que assume o comando do bloco pelo próximo semestre.
O evento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades sul-americanas. O único líder ausente entre os países que compõem o bloco foi o argentino Javier Milei. Ele estava confirmado no evento, mas cancelou a ida de última hora, alegando motivos de agenda.
Fonte: Metrópoles




