Defesa de PMs acusados de envolvimento na morte de Gritzbach repudiam ofensas em Júri

Os advogados dos policiais militares acusados pela morte do empresário Vinicius Gritzbach disseram nesta segunda-feira (22) repudiar os “ataques pessoais” e as “ofensas” durante julgamento dos réus. Em nota, a defesa afirmou ter sido “alvo de manifestações incompatíveis com o ambiente de respeito e urbanidade que deve nortear o Tribunal do Júri”.

“[Eles foram] reiteradamente associados, de forma pejorativa, à condição de defensores de ‘assassinos de aluguel’ e ‘e conversam com assassinos’ expressões ofensivas e desqualificadoras dirigidas à advocacia. Em especial, o advogado Mauro Ribas foi atingido por referências indevidas a um episódio traumático de sua vida pessoal”, disseram a defesa dos PMs, em nota.

Para os advogados, a postura do Ministério Público no julgamento “tornou inviável a continuidade regular dos trabalhos”. A defesa dos réus ainda disseram que irão “adotar todas as providências institucionais e cabíveis”.

“O exercício da advocacia criminal é função essencial à administração da Justiça e não pode ser alvo de intimidações, ataques pessoais ou tentativas de deslegitimação”, afirmaram os advogados.

O julgamento dos PMs foi anulado depois de a defesa abandonar o plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A decisão se deu depois de uma série de desentendimentos entre os advogados dos réus e o Ministério Público ao longo da sessão.

clima no tribunal foi marcado por discussões acaloradas entre acusação e defesa. O principal embate envolveu o promotor Rodrigo Merlin e os advogados Renan Pacheco Canto e Mauro Ribas Júnior. Por causa do ocorrido, houve dissolução do conselho de sentença. Com a anulação do julgamento, ainda não há uma data definida para a realização de um novo júri.

Leia a íntegra da nota dos advogados

“A banca de defesa dos policiais militares acusados no caso Vinícius Gritzbach vem a público manifestar seu profundo repúdio aos ataques pessoais e às ofensas dirigidas aos advogados que exercem a defesa técnica dos acusados durante a sessão plenária do Tribunal do Júri”.

“No decorrer dos trabalhos, os advogados da defesa foram alvo de manifestações incompatíveis com o ambiente de respeito e urbanidade que deve nortear o Tribunal do Júri, sendo reiteradamente associados, de forma pejorativa, à condição de defensores de “assassinos de aluguel” e “e conversam com assassinos” expressões ofensivas e desqualificadoras dirigidas à advocacia”.

“Em especial, o advogado Mauro Ribas foi atingido por referências indevidas a um episódio traumático de sua vida pessoal, consistente em atentado anteriormente sofrido, circunstância que foi trazida ao plenário de maneira absolutamente desrespeitosa e desvinculada do objeto do julgamento, em evidente afronta à dignidade profissional e às prerrogativas da advocacia”.

“A defesa informa que adotará todas as providências institucionais e legais cabíveis em razão dos fatos ocorridos, por compreender que o exercício da advocacia criminal é função essencial à administração da Justiça e não pode ser alvo de intimidações, ataques pessoais ou tentativas de deslegitimação”.

“Por fim, a banca reafirma seu compromisso com a defesa dos réus, permanecendo na representação do Tenente Genauro, do Cabo Denis e do Soldado Ruan, aguardando a designação de nova data para julgamento”.

Fonte: Jovem Pan