Fujimori lidera por 41 mil votos após 2 semanas

Montagem feita a partir de fotos das redes sociais de Neymar e Virginia Fonseca - Metrópoles

Com 99,627% das urnas apuradas até este sábado (20/6), Keiko Fujimori tem uma vantagem de 41 mil votos em relação a Roberto Sánchez na corrida pela Presidência do Peru. Os votos começaram a ser contabilizados em 7 de junho, logo após o fim do pleito. No entanto, como o Peru usa cédulas de papel impressas e atas físicas preenchidas manualmente, a apuração leva mais tempo para ser concluída.

As eleições deste ano estão sendo marcadas pela diferença mínima de votos entre os dois candidatos. Até o momento, Fujimori tem 50.113% dos votos e Sánchez, 49.887%.

Na sexta-feira (19/6), Sánchez liderou uma manifestação que pede uma recontagem de votos.

A coligação Juntos por el Perú tem tentado anular 2.300 seções eleitorais por acusação de fraude. Nesta sexta, a Junta Nacional Eleitoral (JNE) declarou inadmissíveis os recursos interpostos para anular seções eleitorais na região metropolitana de Lima e nos Estados Unidos, segundo o jornal La República. 

“Hoje percorremos o país para defender algo que nos pertence a todos: a confiança no resultado eleitoral. Quando uma eleição é apertada, contar cada voto não enfraquece a democracia. Fortalece-a. Esclarecer dúvidas não divide o Peru. Une-o”, disse Sánchez pelas redes sociais.

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Keiko Fujimori, candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular
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Keiko Fujimori, candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular

Raul Sifuentes/Getty Images

Fujimori e Sánchez
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Fujimori e Sánchez

Carla Sena/ Arte Metrópoles

Keiko Fujimori, candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular
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Keiko Fujimori, candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular

Raul Sifuentes/Getty Images

Roberto Sanchez e Keiko Fujimori, candidatos a presidente do Peru
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Roberto Sanchez e Keiko Fujimori, candidatos a presidente do Peru

Klebher Vasquez/Anadolu via Getty Images

O partido do esquerdista também já afirmou que não vai reconhecer o resultado das eleições. O Juntos por el Perú disse que não aceitará um resultado sem ter “qualquer dúvida ou controvérsia” e que não vê transparência na forma como o pleito está sendo conduzido.

“O Estado de Direito e a governabilidade do país são medidos pela integridade da alternância eleitoral e pela confiança que emana de seus processos eleitorais e, precisamente por isso, não aceitaremos que se imponha um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem qualquer dúvida ou controvérsia”, afirmou.

Instabilidade política no Peru

Quem vencer o pleito, se tornará o 9º presidente do Peru em 10 anos. Diante de uma forte instabilidade política, na última década, nenhum presidente conseguiu finalizar o mandato, foram quatro destituições, duas renúncias e dois mandatos-tampões.

O sistema unicameral facilita processos de impeachment e de destituições. Mas, a partir desta eleição, o Peru voltará a ser bicameral, com Câmara e Senado, similar ao sistema brasileiro.

Veja a lista de presidentes recentes do Peru:

  • Pedro Pablo Kuczynski – 2016 a 2018 (renunciou)
  • Martín Vizcarra – 2018 a 2020 (destituído)
  • Manuel Merino – 2020 (ficou no cargo por cinco dias e renunciou)
  • Francisco Sagasti – 2020 a 2021 (mandato temporário)
  • Pedro Castillo – 2021 a 2022 (destituído)
  • Dina Boluarte – 2022 a 2025 (destituído)
  • José Jerí – 2025 a 2026 (destituído)
  • José María Balcázar – 2026 até o momento (mandato temporário)



Fonte: Metrópoles