Considerado foragido desde abril do ano passado, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), surgiu em um vídeo nos últimos dias próximo à fronteira entre a Argentina e o Brasil.
Léo é considerado foragido após ter um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e deverá ser preso caso retorne ao Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele apareceu ao lado do pai e da mãe no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, em Puerto Iguazú.
“Estamos aqui na Garganta do Diabo, Foz do Iguaçu. Do outro lado é Brasil e aqui é Argentina. Estamos aqui e isso aqui é uma maravilha de Deus. Olha que coisa maravilhosa. Deus é bom o tempo todo. E nós estamos curtindo aqui para honra e glória de Deus”, disse o pai de Léo, o ex-militar Cláudio Márcio.
A Garganta do Diabo é a principal queda das Cataratas do Iguaçu. Com cerca de 80 metros de altura, a atração fica na fronteira entre Brasil e Argentina e concentra o maior volume de água do complexo.
O primo dos filhos de Bolsonaro está na Argentina desde março do ano passado e possui autorização do governo de Javier Milei para permanecer no país. Ele deixou o Brasil após o avanço das investigações que apuram a participação dele nos atos de 8 de Janeiro.
Recentemente, apresentou uma petição à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra Moraes, alegando ser alvo de perseguição e de violações de prerrogativas.
O passaporte de Léo Índio foi apreendido por agentes da Polícia Federal (PF) em outubro de 2023, durante uma operação. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por participação nos atos de 8 de janeiro, mas fugiu para a Argentina logo após o STF receber a denúncia.
Réu
Em 28 de fevereiro de 2025, por unanimidade, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra Léo Índio, tornando-o réu por participação nos atos golpistas que vandalizaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, dia 8 de janeiro de 2023.
Além disso, a Primeira Turma do STF formou maioria para confirmar a decisão que tornou Léo réu por participação nos atos de 8/1. O recurso da defesa de Léo foi negado, e a Corte Suprema decide, em plenário virtual, a determinação de abrir processo penal contra ele.
Fonte: Metrópoles









