Há 40 anos, banca do DF mantém tradição de troca de figurinhas

Pouco mais de um mês após o lançamento do álbum oficial da Copa do Mundo, a área externa da Banca do Brito, na 106 Norte, em Brasília (DF), voltou a receber colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum.


À frente da banca há mais de 40 anos, José Gonçalves Brito, 63, acompanha de perto o movimento, que aumenta a cada Copa.

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José Gonçalves Brito, dono da banca onde ocorre o encontro

José Gonçalves Brito, dono da banca onde ocorre o encontro
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José Gonçalves Brito, dono da banca onde ocorre o encontro

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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José Gonçalves Brito, dono da banca onde ocorre o encontro

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A tradição de troca de figurinhas no local começou quando Brito tentava completar o álbum do filho de 7 anos, em 1998, quando ergueu um papel anunciando a troca na frente da banca. Desde então, a tradição se repete, e a Banca do Brito virou referência de troca brasiliense.

O comerciante afirma que a movimentação acontece praticamente todos os dias da semana. A partir de quarta-feira, as mesas começam a encher. Nos fins de semana, o espaço fica lotado. “Hoje está vazio”, brincou durante a entrevista.

A afirmação, no entanto, surpreende quem observa o local. Mesmo em um dia considerado tranquilo, o espaço reúne centenas, quiçá milhares de pessoas. Segundo Brito, em alguns fins de semana, a circulação é tão intensa que fica difícil atravessar a área de trocas.

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Ponto de encontro tradicional, na 106 Norte, para troca de figurinhas de álbuns da Copa do Mundo
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Ponto de encontro tradicional, na 106 Norte, para troca de figurinhas de álbuns da Copa do Mundo

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Ponto de encontro tradicional, na 106 Norte, para troca de figurinhas de álbuns da Copa do Mundo

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Ponto de encontro tradicional, na 106 Norte, para troca de figurinhas de álbuns da Copa do Mundo

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Ponto de encontro tradicional, na 106 Norte, para troca de figurinhas de álbuns da Copa do Mundo

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“Tem dia que não dá para passar aqui. Eu começo a recolher as coisas às dez e meia da noite e ainda tem gente sentada trocando figurinha. Já teve cliente chegando uma hora da manhã e trocando figurinha no capô do carro”.

O álbum deste ano foi lançado em 28 de abril. Segundo o comerciante, no dia seguinte ao lançamento, os primeiros colecionadores apareceram em busca de trocas.

Ação social da banca

A movimentação em torno das figurinhas também tem rendido resultados fora das páginas do álbum. Segundo Brito, o aumento no fluxo de pessoas ajuda a impulsionar as vendas da banca e ainda alimenta um projeto social criado durante os encontros.

Batizada de Figurinha Solidária, a iniciativa arrecada cromos que sobram após a conclusão das coleções. O material é reunido e doado para crianças atendidas por projetos sociais.

“A última ação foi para a Casa do Ismael. Neste ano, a gente deve ajudar um projeto da Ceilândia”, explicou.

A expectativa é que as doações aumentem à medida que mais colecionadores completam os álbuns e passam a acumular figurinhas repetidas.

Fonte: Metrópoles