Juiz brasileiro expulsa 3, e México vence África do Sul na abertura do Mundial

A Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente nesta quinta-feira (11). O México, um dos três anfitriões, com Estados Unidos e Canadá, teve a missão de enfrentar a África do Sul. Os mexicanos venceram com tranquilidade pelo placar de 2 a 0.

O que chamou a atenção na partida, porém, foi a quantidade de cartões vermelhos apresentados pelo árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Foram três: dois sul-africanos e um mexicano. Número é o recorde na história dos jogos de abertura.

A primeira partida voltou ao lendário Estádio Azteca, que testemunhou títulos mundiais de Pelé, em 1970, e Maradona, em 1986, e recebe o primeiro jogo do Mundial pela terceira vez na história.

A Fifa estreou nessa competição um protocolo novo de introdução dos times, com algumas mudanças. Entram os 26 convocados em campo, em torno do círculo central, nesse caso, embalados pela trilha que empurrava o Chicago Bulls de Michael Jordan nos anos 90, quando entravam em quadra.

O hino mexicano executado ao vivo levou os jogadores às lágrimas e a emoção no Azteca era palpável. Toda essa celeuma atrasou o início do jogo em cerca de cinco minutos.

Como foi o jogo

Embalados, os mexicanos cantavam olé desde o primeiro toque na bola. Assim que a África do Sul pegou na redonda, as vaias tomaram o Azteca. Aos 4 minutos de jogo, a primeira bomba no gol da África do Sul. Álvaro Fidalgo parou na defesa de Ronwen Williams, apostando na marcação alta.

A pressão nos africanos rendeu resultado aos 9 minutos de jogo. Julián Quiñones, atacante, aproveitou a recuperação no meio de campo e mandou a bola por baixo das pernas de Wiliams. Sai o primeiro gol da Copa. Ele foi artilheiro do campeonato árabe com 33 gols pelo Al-Qadsiah.

As linhas altas do México deixavam espaços nas costas que o time de Hugo Broos não conseguia aproveitar. O primeiro cartão da Copa, pelo menos, é do Brasil.

Wilton Pereira Sampaio amarelou Teboho Mokoena depois de falta mais forte em Fidalgo. Brian Gutiérrez também foi amarelado. A África chegava pelas primeiras vezes no meio do primeiro tempo, mas sem perigo.

A partida esfriou depois da parada para hidratação, obrigatória para todos os 104 jogos da competição. Mbekezeli Mbokazi tentou uma bomba de fora da área no finzinho do primeiro tempo, mas foi defendida sem problema por Raúl Rangel, goleiro mexicano. Brian Gutiérrez ainda teve chance de aumentar o placar no último minuto, mas pegou fraco de biquinho.

Segundo tempo

A segunda etapa já começou com uma lambança do time africano, que não foi bem aproveitada por Fidalgo. Quiñones aplicou uma bela caneta no meio do campo e tentou marcar o segundo gol, de muito longe, sem perigo.

A África do Sul mostrava cada vez mais sua fragilidade. Em lançamento para Gutiérrez, o zagueiro Siphephelo Stihole foi expulso por derrubar o atacante e atrapalhar uma chance clara e manifesta de gol. O México tentou uma jogada ensaiada que não levou a nada.

Na casa dos 20 minutos, começava a chover na Cidade do México. Gilberto Mora, o jogador mais jovem desse mundial, com 17 anos, entrou no lugar do Brian Gutiérrez.

Logo depois da substituição, em cruzamento de Roberto Alvarado do lado direito, o veterano Raúl Jiménez ampliou o placar com gol de cabeça na segunda trave.

O México tentava marcar mais gols, mas errava muitos passes ao se aproximar da área sul-africana. Faltando dez minutos para acabar a partida, Themba Zwane deu um soco não muito forte na nuca de Roberto Alvarado e foi expulso. Estava mais do que sacramentada a vitória mexicana.

Antes do fim, ainda deu tempo para César Montes ser expulso por interromper mais uma chance clara e manifesta de gol. A decisão foi bem questionada pelos jogadores.

Ficha técnica

Placar: México 2 x 0 África do Sul

Competição: Copa do Mundo – 1ª rodada da fase de grupos – Grupo A

Local: Estádio Azteca – Cidade do México, México

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio

México: Raúl Rangel, Israel Reys, César Montes, Johan Vásquez, Jesús Gallardo, Erik Lira (Edson Álvarez), Roberto Alvarado, Brian Gutiérrez (Luis Chávez), Álvaro Fidalgo (Gilberto Mora), Julián Quiñones (Alexis Vega), Raúl Jiménez (Armando González)

Técnico: Javier Aguirre

África do Sul: Ronwen Williams, Khuliso Mudau, Ime Okon, Nkosinathi Sibisi, Mbekezeli Mbokazi, Aubrey Modiba (Oswin Appollis), Teboho Mokoena, Siphephelo Stihole, Jayden Adams (Themba Zwane), Lyle Foster (Thalente Mbatha), Iqraam Rayners (Evidence Makgopa)

Técnico: Hugo Broos

Cartões amarelos: Brian Gutiérrez (México)/Teboho Mokoena, Nkosinathi Sibisi (África do Sul)

Cartões vermelhos: César Montes (México) / Siphephelo Stihole, Themba Zwane (África do Sul)

Fonte: Jovem Pan