como mãe descobriu abuso da filha no Palmeiras

A mãe da menina de 4 anos que denunciou, na quarta-feira (10/6), o abuso sexual da filha nas dependências da sede social do Palmeiras, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, por um frequentador, de 74 anos, percebeu o crime durante o banho da criança, ao notar uma secreção em sua região íntima. Segundo o boletim de ocorrência (B.O.), quando questionada, a menina disse que “o vovô colocou a mão lá”.

Após desaparecer por alguns instantes dentro do clube, a menina retornou da direção dos banheiros. Ao ser questionada pela mãe sobre onde estava, respondeu que era um “segredo”. A mulher insistiu e a criança acabou relatando o que teria acontecido.

Naquele momento, no entanto, a mãe não compreendeu a gravidade da situação e acreditou que o relato pudesse ser fruto da imaginação infantil. Em seguida, deixou o local com os filhos.

Mas, durante o banho da filha, a mãe percebeu a presença de uma secreção na região íntima da criança, algo que, segundo ela, nunca havia acontecido antes. A mulher chamou, então, a irmã para conversar com a menina. Diante da tia, a criança voltou a relatar o episódio.


Abuso da menina de 4 anos no Palmeiras

  • A mãe de uma menina de 4 anos denunciou, nessa quarta-feira (10/6), o abuso sexual de sua filha por um frequentador da sede social do Palmeiras, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo.
  • Segundo a mãe, a filha “desapareceu brevemente”, por volta das 16h30, reaparecendo instantes depois, como se tivesse saído do banheiro masculino.
  • A mãe, então, perguntou à menina o que fazia naquela direção e a garota respondeu: “É segredo, é segredo”.
  • O suposto abuso só foi notado mais tarde, quando a mulher dava banho na criança. Uma secreção foi vista na região íntima.
  • Crime é investigado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Pipoca foi usada para atrair menina

Segundo o boletim de ocorrência, o homem apontado na denúncia era conhecido da família e frequentava o Clube Palmeiras há anos. A mãe da criança relatou que os dois costumavam se encontrar no local e que o neto dele estuda na mesma escola que seu filho mais velho. Ainda de acordo com o registro policial, o suspeito acompanhava regularmente o neto nas atividades esportivas realizadas no clube.

A mulher também afirmou que o homem já havia tentado interagir com a menina em outras ocasiões, mas a criança costumava ignorá-lo por não gostar de conversar com pessoas com quem não tinha intimidade. No dia do episódio, porém, ele teria conseguido atrair a atenção da criança ao oferecer pipoca, conforme relato registrado pela polícia.

Homem foi afastado

Em nota, o Palmeiras informou que abriu uma investigação interna para apurar a denúncia de abuso sexual registrada pela mãe da criança. Segundo o clube, a mulher procurou a administração da sede social para relatar o caso e recebeu acolhimento, assim como a filha. O Palmeiras também afirmou que as imagens do sistema de monitoramento foram separadas e colocadas à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

O clube informou ainda que, após ser comunicada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou o afastamento imediato do associado apontado como suspeito de envolvimento no caso. De acordo com o Palmeiras, a suspensão tem caráter preventivo e permanecerá enquanto os fatos são apurados. A instituição afirmou que, caso a autoria ou participação do associado seja comprovada, ele poderá ser expulso do quadro social, além de estar sujeito às demais medidas cabíveis.

Leia a nota na íntegra:

“Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.

Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.

Paralelamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento da sede social. O material solicitado foi prontamente separado e enviado à polícia.

Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.

A identidade do suspeito está sendo preservada em respeito às normas legais e para a adequada condução das investigações realizadas pela autoridade competente.

A instituição segue inteiramente à disposição do Poder Judiciário para colaborar com esclarecimentos adicionais que entendam ser pertinentes para a apuração do caso.

O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente elucidados.”

Fonte: Metrópoles