Como vocês sabem, a Copa do Mundo não é apenas um torneio de futebol entre seleções de todos os continentes. É muito mais do que isso.
É exatamente durante o Mundial que a tensão entre FIFA e UEFA se torna ainda mais evidente. Grandes jornais europeus amplificam as críticas do presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, e de federações europeias, afirmando que a “coroa” de Gianni Infantino está escorregando.
Na opinião desses veículos, ao final do Mundial ele poderá sair com mais problemas do que glórias, devido às polêmicas envolvendo o formato da competição, os preços altos dos ingressos, o excesso de influência comercial e política, e a gestão centralizadora do presidente da FIFA.
Mas qual é a realidade?
Infantino conta com um império financeiro extremamente robusto, apoio maciço das confederações da África (CAF), Ásia (AFC) e América do Sul (CONMEBOL). Juntos, esses votos garantem que ele tenha tranquilidade para ser reeleito em 2027, com ou sem oposição. Fora da Europa, a estratégia de distribuir mais recursos para as associações menores tem criado forte lealdade.
Trata-se da clássica briga de poder: a Europa rica, que domina financeiramente o futebol de clubes, versus o projeto global da FIFA, que busca redistribuir influência e dinheiro para o resto do mundo.
A UEFA protesta alto e com frequência, mas continua isolada nas votações do Congresso da FIFA.
Enquanto isso, a bola rola no Mundial 2026.
E, no final das contas,nesse momento, é isso o que realmente importa: o espetáculo do futebol.
Até a próxima.
Fonte: Jovem Pan




