Belo Horizonte – A expectativa no PL era que a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) a Minas Gerais servisse para que o também senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aceitasse concorrer ao cargo de governador. Porém, isso não aconteceu, mas as conversas avançaram. O mineiro pediu de dez a quinze dias para pensar e resolver questões familiares antes de decidir se aceita ou não e anunciar.
Cleitinho lidera com folga os cenários de primeiro e segundo turno nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas e é o favorito até o momento, mas nunca admitiu plenamente que vai mesmo concorrer. Ele tem jogado a decisão para o fim do prazo e deixa não apenas Flávio e o PL, mas mesmo seus aliados e adversários mergulhados em incerteza.
Apesar de a aliança já estar bem encaminhada, inclusive com Flávio afirmando que pode aceitar uma chapa pura do Republicanos em Minas, em que o ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão seria o concorrente a vice, o acordo ainda não foi fechado e as legendas seguem em negociações. Por isso, o PL mantém uma alternativa.
O presidente do PL mineiro, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que, com base nas últimas conversas, uma alternativa à ausência de Cleitinho seria o ex-presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe como cabeça de chapa; e o próprio Falcão como vice.
O cenário, dizem aliados é improvável, já que as lideranças bolsonaristas se dizem dispostas a esperar Cleitinho, que já se mostrou disposto a concorrer. Neste cenário, o senador faz questão de ter o amigo e correligionário com ele no palanque.
Cenário este que, inicialmente, era visto como inaceitável pelo PL, mas que começou a ser mais palatável em meio aos escândalos que atingem Flávio Bolsonaro e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ainda assim, dois nomes da sigla seguem cotados, além do próprio Roscoe, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) também está na disputa.
Aos bolsonaristas caberia a decisão pelas duas candidaturas as vagas do Senado. Uma já definida que será disputada pelo deputado federal Domingos Sávio (PL), e a outra poderia ser de alguém do partido, como o deputado estadual Cristiano Caporezzo, ou mesmo de um aliado ideológico, como é o caso do ex-Secretário do Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP).
Fonte: Metrópoles









