Um viajante que chegou ao Brasil de Uganda, na África, está isolado após apresentar sintomas virais, que acenderam o alerta para a possibilidade de ebola. O homem chegou ao Rio de Janeiro e recebeu o diagnóstico positivo para malária. Contudo, o protocolo para confirmação de ebola foi acionado.
O homem foi recebido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Rio de Janeiro e, posteriormente, transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). O caso foi articulado em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.
O paciente apresentou sintomas de tosse, calafrios e diarreia, e, como a Uganda é um do países com casos confirmados de ebola, ele foi submetido ao protocolo de segurança para o atendimento e isolamento até que recebesse diagnóstico conclusivo. O paciente recebeu os cuidados para o quadro clínico e foram realizados testes de diagnóstico.
Mapeamento epidemiológico
De forma paralela, a Vigilância Epidemiológica da SES -RJ, em conjunto com a Vigilância Sanitária, realiza um mapeamento das pessoas que possam ter tido contato com o paciente. A orientação é que os contactantes entrem em contato com a pasta caso tenham sintomas como febre alta e repentina, dores de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações.
O monitoramento de doenças com potencial para provocar emergências em saúde pública faz parte da rotina do Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CIS-RJ). A secretaria destacou que os protocolos têm como objetivo identificar rapidamente possíveis ameaças sanitárias e adotar medidas para evitar a disseminação de doenças e reduzir riscos à população.
O alerta se acende porque a Uganda e a República Democrática do Congo são os dois países que vivem com uma epidemia de ebola. Segundo o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), o surto da doença está se alastrando mais rapidamente; o número de mortes suspeitas chegou a 220.
O vírus do ebola pode ser transmitido por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de alguém infectado – incluindo animais ou cadáveres –, ou a partir do contato com superfícies e objetos contaminados.
Fonte: Metrópoles




