Justiça mantém prisão de suspeitos de integrar quadrilha que roubava casas de luxo no Rio

Grupo foi preso na quinta-feira (14), durante uma operação da 15ª DP (Gávea).

A Justiça do Rio manteve a prisão de seis homens suspeitos de integrar o núcleo financeiro de uma quadrilha especializada em roubos a casas de luxo na Zona Sul do Rio.

Na decisão desta sexta-feira (15), o juiz Diego Fernandes Silva Santos destacou a “existência de provas que denotam a prática reiterada do crime”.

O grupo foi preso na quinta-feira (14), durante uma operação da 15ª DP (Gávea).

Segundo as investigações, os suspeitos recebiam em contas bancárias o dinheiro que as vítimas eram obrigadas a transferir durante os assaltos.

Segundo a polícia, um empresário, a mulher dele e funcionários da casa foram rendidos por cerca de três horas. O jardineiro da residência foi levado como refém. O carro usado na fuga foi abandonado, e a vítima foi libertada na região da Leopoldina.

Além do veículo, os criminosos levaram dinheiro, celulares, relógios de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão e 15 armas de fogo legalizadas que pertenciam ao empresário, que é caçador, atirador e colecionador (CAC) de armas.

Os alvos são residências de alto padrão nos bairros do Jardim Botânico e São Conrado.

Câmeras flagraram roubos

Imagens de câmeras de segurança registraram uma tentativa de invasão a uma casa no Jardim Botânico, na madrugada de 9 de maio. Um homem pula o portão do imóvel enquanto outros dois descem de um carro vermelho.

Um deles também consegue entrar na casa, mas o grupo foge após a chegada de um carro de segurança particular. Segundo a polícia, um dos criminosos escapou pela mata.

Em outro caso, registrado em fevereiro deste ano em São Conrado, homens armados aparecem circulando pela cozinha e pela sala de uma casa à procura de objetos de valor.

No fim de março, a mesma quadrilha teria invadido outra residência no Jardim Botânico. Câmeras flagraram três criminosos armados dentro do closet da vítima. De acordo com a polícia, os assaltantes obrigaram a moradora a abrir o cofre e levaram joias e dinheiro.

Eles também fizeram buscas nas gavetas e forçaram a vítima a desbloquear o celular para realizar transferências bancárias.

Segundo os investigadores, o dinheiro transferido era rapidamente pulverizado em diferentes contas para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.

Foi justamente a partir dessas movimentações financeiras que a polícia chegou aos seis presos na operação. Com eles, os agentes apreenderam mais de 20 cartões bancários, uma máquina de cartão e celulares.

A delegada Daniela Terra afirmou que os presos atuavam na lavagem do dinheiro obtido nos roubos.

“São laranjas que recebem os valores e depois pulverizam esse dinheiro para outras contas. Sem eles, o crime não ocorre por completo”, disse.

A polícia tenta identificar e prender os criminosos responsáveis pelas invasões às mansões. Os suspeitos aparecem em imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores.

“A gente pede que as pessoas forneçam informações para o Disque Denúncia. É muito importante. E quem empresta a conta corrente para receber valores sem saber a procedência pode estar contribuindo para um crime hediondo”, falou a delegada.

A reportagem não teve acesso à defesa dos presos.

Fonte: g1