MP divulga imagens periciais que não indicam agressão

Ícone de sino para notificações

O Ministério Público de Santa Catarina divulgou, nesta terça-feira (12/5), as imagens periciais do cão Orelha, tiradas antes e depois da exumação. Segundo o MP, a perícia não indicou que o cachorro tenha sido agredido. Por isso, a instituição solicitou o arquivamento do caso nesta terça.

O cão comunitário Orelha morreu no início do ano em Florianópolis. A suspeita era de que o cachorro tivesse sido agredido por quatro adolescentes na Praia Brava. No entanto, segundo o MP, o laudo pericial, elaborado por perito veterinário com a exumação do corpo do cão, afastou a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos.

“O perito responsável pela exumação esclareceu que todos os ossos do animal foram examinados de forma minuciosa, sem que fosse constatada qualquer fatura ou lesão compatível com ação humana”, disse o MP.

A conclusão foi que o cachorro pode ter morrido devido a uma osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica, que pode ter sido causada por doenças periodontais avançadas.

“As imagens do crânio anexadas aos autos demonstram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção de evolução prolongada”, destaca.

Montagem de foto antiga com lesão no rosto do cão Orelha e esqueleto com  sinais de infecção no mesmo local
1 de 3

Montagem de foto antiga com lesão no rosto do cão Orelha e esqueleto com sinais de infecção no mesmo local

MPSC/ reprodução

Foto de cão Orelha foi tirada quando ele chegou ao veterinário. Segundo MP, não há indicativo de lesão grave, somente um inchaço perto do olho
2 de 3

Foto de cão Orelha foi tirada quando ele chegou ao veterinário. Segundo MP, não há indicativo de lesão grave, somente um inchaço perto do olho

MPSC/ reprodução

Foto de cão Orelha foi tirada quando ele chegou ao veterinário. Segundo MP, não há indicativo de lesão grave, somente um inchaço perto do olho
3 de 3

Foto de cão Orelha foi tirada quando ele chegou ao veterinário. Segundo MP, não há indicativo de lesão grave, somente um inchaço perto do olho

MPSC/ reprodução

Além disso, de acordo com o Ministério Público, as imagens de câmeras de segurança que mostram os adolescentes investigados na praia não coincidem com o horário em que o cachorro estaria no mesmo local. Por fim, a instituição destaca que não houve testemunhas que indicassem que o cachorro tivesse sofrido maus-tratos.

“A versão da agressão surge a partir de narrativas indiretas, baseadas em comentários de terceiros, boatos e conteúdos divulgados em redes sociais”, afirma.

 



Fonte: Metrópoles