O caso, ocorrido em outubro de 2024, envolve a entrada de policiais na sala onde eram velados dois jovens mortos em uma operação do 13º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), no Jardim Vitória.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça dois cabos da Polícia Militar (PM) por agressões durante um velório, em Bauru (SP).
O caso, ocorrido em outubro de 2024, envolve a entrada de policiais na sala onde eram velados dois jovens mortos em uma operação do 13º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), no Jardim Vitória.
Segundo o MPSP, houve ofensa à integridade física de civis e lesão corporal leve contra a mãe e o irmão de um dos jovens mortos, durante o velório realizado no Cemitério Cristo Rei, em Bauru.
A Polícia Militar informou que os agentes seguem respondendo a procedimentos disciplinares na esfera administrativa e que acompanha o caso na Justiça. À época, três PMs envolvidos no caso foram afastados da corporação.
O inquérito policial militar (IPM) foi remetido ao Tribunal de Justiça Militar para continuidade da apuração.
Relembre o caso
O episódio ocorreu em 18 de outubro de 2024, após a morte de Guilherme Alves Marques de Oliveira, de 18 anos, e Luis Silvestre da Silva Neto, de 21 anos, durante uma intervenção policial no Jardim Vitória.
De acordo com o boletim de ocorrência, a ação resultou em 27 disparos, sendo que um dos policiais teria efetuado 15 deles. Ainda segundo o registro, os jovens estavam com pistolas de numeração raspada e uma mochila com drogas.
Imagens gravadas no velório mostram pelo menos cinco policiais militares entrando no local e tentando deter o irmão de um dos jovens, que estava ao lado da mãe.
Nas cenas, a mulher tenta impedir a condução do filho e ambos acabam sendo agredidos com golpes de cassetete e empurrões. Em determinado momento, a mãe chega a se chocar contra uma pilastra. O rapaz é levado para fora da sala do velório.
Após a repercussão do caso, moradores realizaram um protesto na região. Durante a manifestação, um adolescente encontrou uma granada, e a PM foi acionada para controlar o ato na Avenida Castelo Branco.
Fonte: g1




