O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta quarta-feira (6/5) ao comentar a relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A derrota do nome do advogado-geral da União abriu uma das mais sensíveis crises políticas entre Planalto e Congresso na trajetória de Lula.
Ao ser questionado sobre o que espera do Palácio do Planalto após o resultado da votação, Alcolumbre respondeu de forma direta.
“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”, declarou.
Derrota de Messias
As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reaproximar-se do comando do Senado após a derrota de Messias, barrado em uma articulação que expôs o desgaste entre o Planalto e Alcolumbre.
Mais cedo, os ministros José Múcio e José Guimarães se reuniram com o senador em busca de recomposição do diálogo institucional.
A rejeição de Messias foi interpretada dentro do governo como uma demonstração de força do presidente do Senado, que teria atuado nos bastidores para consolidar a derrota do indicado.
Aliados de Lula apontam que Alcolumbre não apenas deixou de apoiar o nome do governo, como também trabalhou ativamente contra a aprovação junto a bancadas do MDB, PSD, União Brasil e PP.
O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para a vaga no STF, decisão tomada por Lula sem consulta prévia a Alcolumbre. O senador defendia, de forma reservada, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que teria ampliado a tensão entre os dois.
Fonte: Metrópoles







