Uma onça-pintada morreu após ser atropelada na BR-262, em um trecho do Pantanal entre Miranda e Corumbá (MS), na noite de sábado (18/4). O caso reforça o alerta sobre a rodovia, conhecida pelo alto número de atropelamentos de animais silvestres.
Imagens divulgadas pelo biólogo Gustavo Figueirôa mostram o animal ainda com vida, se arrastando pelo asfalto logo após o impacto. A cena, registrada pouco depois do acidente.
A ocorrência foi comunicada por um motorista que encontrou a onça às margens da rodovia.
Equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) e da Rede de Proteção e Conservação da Onça-Pintada (Reprocon) foram até o local, mas o animal já havia morrido.
Segundo os técnicos, havia sinais evidentes de atropelamento. O corpo foi recolhido para procedimentos periciais, e fragmentos de pele foram coletados para preservação genética em biobanco.
O trecho onde ocorreu o acidente é conhecido pela intensa circulação de fauna, especialmente durante a noite, quando os animais se deslocam entre áreas de alimentação e abrigo.
Além das onças, já foram registrados atropelamentos de espécies como antas, capivaras, tatus e jaguatiricas.
Ao comentar o caso, o biólogo responsável pelo vídeo criticou a demora na implementação de medidas já conhecidas para evitar esse tipo de morte.
“Quanto tempo a gente ainda vai assistir isso acontecer sabendo que já tem solução pra isso? Não é tecnologia nova, é infraestrutura que já existe e funciona”, afirmou, ao citar projetos que preveem passagens de fauna, cercamento de áreas críticas e monitoramento das rodovias.
A BR-262 é considerada uma das mais perigosas do país para a fauna. Dados do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) colocam o trecho entre Campo Grande e o Pantanal entre os campeões de atropelamentos.
Em dezembro de 2025, começaram a ser instaladas cercas em parte da rodovia, dentro de um plano que prevê intervenções ao longo de 278 quilômetros.
A PMA orienta motoristas a reduzirem a velocidade, especialmente à noite, e reforça que animais feridos devem ser comunicados às autoridades.
Fonte: Metrópoles




