O dólar renovou a mínima nesta sexta-feira (17) e registrou nova queda, fechando a R$ 4,98 e registrando uma queda de 0,56 na semana, o que leva as perdas em abril para 3,77%, após avanço de 0,87% em março. No ano, o dólar cai 9,21% frente ao real, que ainda exibe os maiores ganhos entre as divisas mais líquidas, incluindo fortes e emergentes.
A moeda norte-americana chegou a esboçar o rompimento do piso de R$ 4,95 pela manhã, com mínima de R$ 4,9508, mas reduziu bastante o ritmo de baixa ao longo da tarde, e fechou a R$ 4,9833, em queda de 0,19%.
A redução do risco geopolítico com o aumento das expectativas em torno de um acordo para pôr um fim à guerra no Oriente Médio, diante do anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, levou a uma queda global da moeda do dólar.
O fôlego curto do real foi atribuído a uma rotação de posições entre divisas emergentes, com menos apetite por moedas mais ligadas ao petróleo, e à eventual saída de recursos externos da bolsa doméstica, na esteira do tombo das ações da Petrobras. Pares do real como peso chileno e rand sul-africano avançaram mais de 0,80%.
O Ibovespa teve a terceira correção fracional desde a máxima de fechamento da última terça-feira (14), nesta sexta-feira, ainda em baixa moderada de 0,55%, aos 195 733,51 pontos, após perdas de 0,46%, cada, nas duas sessões anteriores. Na mínima, buscou hoje os 195.367,90 pontos, saindo de máxima aos 198.665,65 pontos, com abertura aos 196.880,51. O giro financeiro foi aos R$ 44,7 bilhões nesta sexta-feira, reforçado pelo vencimento de opções sobre ações.
Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%, interrompendo sequência de três ganhos nas anteriores, com destaque para a alta de quase 5% no intervalo de segunda a sexta-feira passada. No mês, o Ibovespa sobe 4,41%, colocando o ganho do ano a 21,48%.
Fonte: Jovem Pan




