O delegado Thiago Boein Schemes da Silva, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), comunicou na quarta-feira (16) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que instaurou inquérito para investigar o motivo de uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro estar com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Durante uma blitz de rotina em Taguatinga, na segunda-feira (15), um agente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu o equipamento. Segundo o Boletim de Ocorrência, o PM encontrou uma pistola no assoalho de um carro oficial da Presidência da República conduzido por um integrante do GSI.
Ao PM, o agente do GSI contou que trabalha para Bolsonaro. Inicialmente, ele afirmou que a arma era sua. Depois de ser verificado que não havia registro em seu nome, o agente relatou que o equipamento pertencia ao capitão da reserva e ficava guardado no carro oficial. Também foi encontrado um carregador sobressalente no veículo.
Em depoimento na Delegacia de Polícia, o agente do GSI contou que a arma apresentava falha mecânica. Por isso, segundo o servidor, o equipamento foi-lhe entregue na segunda-feira para ser feito reparo. A pistola seria devolvida no dia seguinte, na terça-feira (16).
Após o episódio, Moraes cobrou explicações da defesa de Bolsonaro sobre o motivo de o capitão da reserva manter em casa uma pistola e um carregador sobressalente. O ministro também questionou a razão para o reparo ter sido solicitado “às vésperas” do fim do período de 90 dias de prisão domiciliar temporária.
O magistrado ainda solicitou esclarecimentos do Comandante do 19º Batalhão da PMDF, responsável pelas medidas de segurança da prisão domiciliar de Bolsonaro, quanto ao cumprimento da ordem de revista nos carros que saem da casa do capitão da reserva.
*Em atualização
Fonte: Jovem Pan




