O Exército dos Estados Unidos informou, na noite desta quarta-feira (10/6), que concluiu os ataques ao Irã iniciados mais cedo. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram direcionados contra capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas em todo o Irã.
Ainda de acordo com o comunicado, fuzileiros navais, Força Aérea e Marinha dos EUA dispararam munições de precisão contra alvos iranianos que “representavam uma ameaça às forças americanas e a navios comerciais internacionais que transitavam pelas águas regionais”.
O Centcom compartilhou um vídeo em que mostra disparos de mísseis em ataques ao Irã. Veja:
Os ataques são uma resposta ao que os Estados Unidos chamam de “agressão injustificada” do Irã. Na segunda-feira (8/6), um helicóptero norte-americano caiu perto do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump acusou o Irã de ter derrubado a aeronave, que, segundo ele, realizava uma missão de patrulhamento.
Em resposta, desde terça-feira (9/6), os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã mesmo com o cessar-fogo em vigor. Nesta quarta-feira (10/6), o país persa disse ter fechado o Estreito de Ormuz por completo.
“Em continuação às ações criminosas dos Estados Unidos e considerando o início dos ataques do exército invasor daquele país a algumas áreas do sul da província de Hormozgan, a partir deste momento, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz está fechado para o tráfego de qualquer tipo de embarcação, incluindo petroleiros e comerciais”, diz trecho do comunicado divulgado por militares iranianos.
Os EUA, no entanto, disseram que a afirmação do Irã é falsa. “Navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do Estreito de Ormuz nesta noite”, disse o Centcom.
Nesta quarta-feira (10/6), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou também ter atacado aeronaves americanas na base aérea de al-Azraq, na Jordânia, com 12 mísseis balísticos.
Fonte: Metrópoles




