Estudo acha corpos decapitados há 7 mil anos; suspeita é de ritual

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Ao investigar o sítio neolítico de Vráble, localizado no sudoeste da Eslováquia, pesquisadores encontraram esqueletos decapitados em uma vala. Apesar de remeter a algum ato violento, os especialistas acreditam que os indivíduos fizeram parte de um ritual funerário ocorrido há mais de 7 mil anos, em que os mortos tiveram as cabeças arrancadas após a morte.

As buscas no local começaram em 2022 e identificaram quatro pares de esqueletos sem cabeça. Um enterro coletivo com ao menos 77 indivíduos decapitados também foi detectado. A descoberta foi liderada pela Academia Eslovaca de Ciências, na Eslováquia, e a Universidade de Kiel, na Alemanha. Os primeiros resultados das escavações foram publicados nos Anais da Sociedade Pré-histórica em 2 de junho.

“As primeiras análises sugerem, acima de tudo, que não foram realizadas ‘decapitações’ violentas, mas sim a remoção habilidosa dos crânios”, afirma a coautora do estudo, Katharina Fuchs, em comunicado.

Análise das marcas nos esqueletos indicam ritual funerário

Os cortes nos esqueletos foram investigados e descobriu-se que foram feitos com ferramentas afiadas. As cabeças decapitadas continham até as mandíbulas superiores, indicando que no rito era importante manter todas as regiões do rosto intactas. Além disso, a presença de várias vértebras cervicais juntas na vala sugerem que elas foram retiradas de forma intencional após a decapitação.

Entre os indivíduos decapitados, casais e outros grupos foram enterrados juntos em uma vala, evidenciando ainda mais que se tratava de um ritual e não de um ato violento. Segundo os pesquisadores, acredita-se que a cabeça humana era um símbolo de personalidade e vida à época. 

Após os primeiros achados, os especialistas continuarão a escavar mais o local para encontrar mais corpos e desvendar mais detalhes sobre o possível ritual funerário eslovaco.

Fonte: Metrópoles