Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). 6ª fase da operação mira grupo acusado de intimidar pessoas e invadir sistemas

Pai de Daniel Vorcaro é preso na quinta fase da operação que investiga Caso Master.
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (14) Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master —, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas à instituição.
De acordo com o blog da Camila Bomfim, no g1, a nova fase mira pessoas ligadas às ações de Luiz Phillipi Mourão, que era chamado pelo apelido de “Sicário” de Vorcaro.
Os alvos seriam integrantes de grupos criminosos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, que, segundo a PF, integravam a estrutura paralela de vigilância e intimidação supostamente comandada pelo banqueiro.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, Henrique Vorcaro era responsável por demandar serviços e efetuar os pagamentos dos integrantes desses núcleos, nos quais eram combinados os crimes de coação e vazamento de informações.
Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.
O pai de Daniel Vorcaro foi preso em Nova Lima, na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), no início da manhã. Ele é um dos sete alvos de mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão cumpridos nesta quinta.

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro é preso em BH. — Foto: Redes sociais
Veja quem são os alvos dos mandados de prisão:
- Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro;
- David Henrique Alves;
- Victor Lima Sedlmaier;
- Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos;
- Manoel Mendes Rodrigues;
- Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
- Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, além de bloqueio e sequestro de bens.
É o caso da delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva, que foi afastada das funções na corporação e proibida de acessar as dependências da Polícia Federal e de ter contato com servidores e policiais federais, da ativa ou aposentados, assim como o policial aposentado Francisco José Pereira da Silva.
Os investigados podem responder por ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro atuava como um dos operadores financeiros e também, em alguns casos, demandava “A Turma” diretamente — uma das razões que fundamentaram a prisão dele nesta quinta.
🔎 Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Henrique Vorcaro também teria pedido ao grupo para consultar sistemas sigilosos de forças de segurança para saber se havia algum tipo de investigação instaurada contra eles. O Ministério Público Federal (MPF) foi alvo de três ataques entre 2024 e 2025.
Além disso, os agentes da PF alvos de mandados forneciam informações privilegiadas ao grupo.
Quem são ‘A Turma’ e ‘Os Meninos’
Segundo a Polícia Federal, “A Turma” era o grupo que integrava a estrutura paralela de vigilância e intimidação supostamente comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A expressão aparece em mensagens interceptadas entre Vorcaro e Sicário, apontado pela investigação como líder operacional do esquema.
👉 Segundo o dicionário Michaelis, a palavra “Sicário” é um adjetivo que significa “que tem sede de sangue; cruel, sanguinário. O termo também pode ser usado como substantivo masculino no sentido de “assassino de aluguel; facínora”. A Polícia Federal não usa nenhum destes sinônimos para descrever Mourão nos autos, mas afirma que ele seria o executor de “práticas violentas” dentro da organização.
De acordo com a PF, “A Turma” reunia pessoas responsáveis por monitoramento clandestino, obtenção ilegal de dados sigilosos e ações de coerção contra alvos considerados ameaças aos interesses do grupo econômico ligado ao Banco Master.
Em uma das conversas citadas pela investigação, Mourão afirma que recebia pagamentos mensais e distribuía parte dos valores “entre a turma”, além de mencionar “Os Meninos”, “DCM” e “editores”, indicando a existência de uma rede organizada com divisão de funções.
A PF sustenta que integrantes do grupo atuavam em consultas indevidas a sistemas restritos, vigilância de pessoas, remoção de conteúdos digitais e obtenção de informações protegidas por sigilo institucional.
A investigação aponta ainda que a estrutura funcionava como um “braço armado” da organização criminosa investigada.
Fonte: g1




