Um novo golpe tem transformado passageiros de ônibus urbanos em vítimas de furto. É o golpe do falso vômito. O alerta sobre o caso foi emitido pelo delegado de São Paulo, Alessandro Barreto. Um criador de conteúdo digital foi vítima do crime e detalhou como tudo aconteceu.
Veja:
Guilherme Giaretta teve o celular e os documentos furtados dentro do ônibus. Ele contou, em um vídeo em suas redes sociais, que estava em um ônibus, voltando do trabalho e sentado, quando um homem que falava espanhol o cutucou dizendo que alguém tinha vomitado nele.
Em São Paulo, a Polícia Civil já investiga diversas ocorrências desse tipo. Segundo Barreto, os criminosos jogam uma substância pastosa nas costas da vítima com o objetivo de causar distração e facilitar o furto. O grupo geralmente atua em conjunto, com pelo menos três pessoas.
“Substância escorrendo no banco”
“Tava cheio de uma substância que estava escorrendo no banco. Não tinha cheiro de vômito, mas na hora eu nem me dei conta. Fiquei desesperado”, contou.
O golpista disse que uma um bebê de colo havia vomitado nele, e em seguida o adulto que estava com o bebê desembarcou com a criança.
O golpista finge ajudar a vítima,
Abordagem, distração e o furto
O golpe começa quando a vítima é surpreendida com a substância nas roupas. Em seguida, um dos criminosos chama a atenção da vítima e se oferece para “ajudar”. Ele toca no passageiro e nas roupas da vítima e tenta limpá-la com um lenço enquanto outro se aproxima. Neste momento, de distração o furto é efetuado.
Em alguns casos, os criminosos também utilizam crianças na abordagem, simulando situações em que o menor estaria passando mal, como forma de aumentar a comoção e desviar ainda mais a atenção da vítima.
O delegado Alessandro Barreto reforça alguns cuidados para evitar cair neste, e em outros golpes:
- Evite contato com desconhecidos em situações suspeitas.
- Não perca de vista seus pertences.
- Mantenha o celular sempre protegido.
- Desconfie de abordagens ou situações “fora do normal”.
A outra recomendação é que em qualquer situação de crime, a vítima não deixe de procurar a delegacia e registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil.
Fonte: Metrópoles




