Apesar do rendimento médio nacional atingir o valor recorde de R$ 3.367 em 2025, dados mostram que a diferença entre as classes sociais e regiões permanece
O grupo que representa os 10% mais ricos da população brasileira concentra 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares do país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente ao ano de 2025.
O levantamento mostra que a proporção da renda dessa parcela de 10% é superior à soma dos rendimentos dos 70% da população com as menores rendas. Em média, o grupo no topo da distribuição recebeu 13,8 vezes mais do que os 40% da base.
Essa diferença ocorre no mesmo ano em que o rendimento médio mensal do brasileiro alcançou o maior valor da série histórica, iniciada em 2012: R$ 3.367.
O trabalho permanece como a principal fonte desses rendimentos, com valor médio de R$ 3.560. Os dados indicam que 67,2% dos residentes no Brasil, o equivalente a cerca de 143 milhões de pessoas, possuem algum tipo de remuneração.
A pesquisa também registra diferenças no cenário regional. O Centro-Oeste e o Sul apresentam as maiores médias de rendimento habitual do trabalho (R$ 4.133 e R$ 4.026, respectivamente). Em contrapartida, o Nordeste (R$ 2.475) e o Norte (R$ 2.777) registram os menores valores do país.
Fonte: Jovem Pan




