Ministro da Fazenda participou nesta terça-feira (05) do Jornal Jovem Pan e falou sobre o lançamento do novo Desenrola e como vai funcionar o FGO
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (05) que, se necessário, o governo vai colocar até mais R$ 5 bilhões no fundo garantidor para o programa Desenrola – Fundo Garantidor de Operações (FGO).
“Caso haja necessidade para que as pessoas sigam fazendo suas renegociações, o governo se predispôs a colocar até R$ 5 bi. O fundo garantidor aqui é para viabilizar a renegociação aos juros de até 1,99%, usando os instrumentos mais racionais e transparentes que temos”, declarou o ministro em entrevista ao Jornal Jovem Pan.
Na segunda-feira (05), o governo Lula lançou o novo Desenrola, que permite o uso de até 20% do FGTS para pagar dívidas. Segundo o ministro da Fazenda, o programa já está valendo e as pessoas já estão sendo convocadas para “não perder tempo” e “ver a possibilidade de renegociar a dívida e limpar o nome”.
Segundo ele, para que as renegociações possam ser realizadas com amplos descontos, que podem chegar até 90%, o governo está se comprometendo a não pagar as dívidas, mas garantir, junto com o cidadão que está renegociando suas dívidas, “que tenha o compromisso de continuar pagando suas contas.”
“O governo está providenciando garantia para diminuir o risco do sistema bancário como um todo. O fundo garantidor já tem R$ 2 milhões do aporte que saiu do orçamento público e foi aprovado e validado”, explicou. Segundo ele, o programa começa rodando com esses R$ 2 milhões e, adicionalmente a isso, tem o recurso não resgatado do sistema financeiro, que são os recursos que vão sobrando nos bancos.
“Estamos tirando o dinheiro esquecido e passando para o fundo privado. Esse recurso vai dar garantia para o próprio sistema bancário melhorar a situação”, explicou o ministro, que afirmou que a terceira hipótese, caso necessário, será colocar até R$ 5 bilhões no fundo garantidor para o programa Desenrola.
Assista à entrevista:
Novo Desenrola
O novo Desenrola Brasil, o programa de renegociação de dívidas, terá duração de 90 dias. O diferencial da fase é a possibilidade de se usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de débitos.
O público-alvo da nova fase do Desenrola são pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos, estudantes, agricultores familiares, aposentados e pensionistas, micro e pequenas empresas.
A estimativa do governo federal é de que as instituições financeiras concedam descontos de até 90% aos inadimplentes. Os descontos no valor da dívida ficarão entre 30% e 90%, e os juros de, no máximo, 1,99%.
Na primeira edição do programa, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram mais de R$ 53 bilhões em dívidas.
Segundo dados do governo, a redução da inadimplência chegou a 8,7% para quem ganha até dois salários mínimos ou estava inscrito no Cadastro Único para programas sociais.
Fonte: Jovem Pan




