CRUZEIRO: O dono salva o clube, mas o modelo é sustentável?

Foram R$ 269 milhões aportados entre capital e empréstimo; com esse aporte, o clube fechou o ano praticamente sem déficit de caixa

Guilherme Aleixo/CruzeiroPedro Lourenço, controlador da SAF do Cruzeiro

Pedro Lourenço, controlador da SAF do Cruzeiro, precisou injetar uma quantia expressiva para cobrir o prejuízo do clube em 2025.

Foram R$ 269 milhões aportados entre capital e empréstimo. Com esse aporte, o clube fechou o ano praticamente sem déficit de caixa. A reportagem do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, trouxe todos os detalhes do balanço financeiro.

Pontos positivos: 

  • Forte crescimento de receita, especialmente na área comercial;
  • Alto investimento no elenco principal;
  • Evitou uma crise de caixa;
  • Dívida com perfil relativamente controlado.
  • Pontos de atenção: Prejuízo ainda elevado;
  • Custos totalmente fora de controle, com destaque para a folha salarial;
  • Dependência extrema dos aportes de Pedro Lourenço;
  • Dívida líquida continuando a subir;

Falta clara de autofinanciamento: as receitas ainda não cobrem os gastos.

Enfim, o Cruzeiro está caminhando com as pernas do seu dono.

Enquanto Pedro Lourenço seguir bancando o clube, a equipe consegue competir em alto nível. No entanto, esse modelo não é sustentável a longo prazo.

Qualquer clube que não consegue se manter com as próprias pernas corre risco constante.

Todo torcedor merece sonhar alto, mas também precisa acompanhar com atenção a saúde financeira do seu clube.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.



Fonte: Jovem Pan