Quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo?

A resposta se resume a um único chute histórico na Rússia em 2018, protagonizado pelo ex-zagueiro Felipe Baloy contra a Inglaterra

Martin BERNETTI / AFPO zagueiro panamenho Felipe Baloy manda um beijo após marcar um gol durante a partida de futebol do Grupo G da Copa do Mundo da Rússia 2018 entre Inglaterra e Panamá, no Estádio Nizhny Novgorod, em Nizhny Novgorod, em 24 de junho de 2018. (Foto de Martin BERNETTI / AFP) / RESTRITO AO USO EDITORIAL – SEM ALERTAS / DOWNLOADS DE PUSH MÓVEL

Se você busca saber exatamente quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo, a resposta estatística aponta para um único jogador: Felipe Baloy. O ex-zagueiro detém esse recorde absoluto com apenas um gol anotado. Como a nação da América Central disputou o torneio da Fifa somente uma vez, na edição da Rússia em 2018, o país balançou as redes em apenas duas ocasiões ao longo de toda a sua trajetória na competição. O primeiro tento foi o chute certeiro de Baloy, e o segundo foi um gol contra a favor. Com isso, o ex-capitão da equipe é, isoladamente, o maior goleador panamenho em Mundiais.

O gol histórico contra a Inglaterra na Rússia

A única participação panamenha em um Mundial colocou a equipe no Grupo G, ao lado de potências europeias de alto calibre. A marca inédita do futebol panamenho ocorreu no dia 24 de junho de 2018, na cidade de Níjni Novgorod, durante a derrota por 6 a 1 para a seleção da Inglaterra.

O relógio marcava exatos 33 minutos do segundo tempo. Após uma cobrança de falta longa executada pelo meia Ricardo Ávila, Felipe Baloy se antecipou à defesa inglesa e finalizou de primeira, vencendo o goleiro Jordan Pickford. O lance gerou uma catarse absoluta nas arquibancadas: mesmo sofrendo uma goleada pesada de uma seleção favorita, os torcedores celebraram a bola na rede como se fosse o título do torneio. O próprio Baloy, então com 37 anos, foi às lágrimas no gramado, eternizando o seu nome na história do esporte no país.

Ranking de artilheiros do futebol panamenho

A contagem de gols da seleção nacional no torneio global é extremamente enxuta, mas os registros da federação contam com grandes goleadores em competições regionais.

Os únicos gols do Panamá em Copas do Mundo

O retrospecto oficial no campeonato mundial contabiliza dois lances capitais, ambos registrados na fase de grupos de 2018:

  1. Felipe Baloy: 1 gol (marcado aos 78 minutos da partida contra a Inglaterra).
  2. Yassine Meriah (Tunísia): 1 gol contra a favor do Panamá (concedido após um chute do panamenho José Luis Rodríguez desviar na zaga, durante a derrota por 2 a 1 para a equipe africana).

Maiores goleadores na história geral da seleção

Saindo do recorte restrito da Copa do Mundo, a lista de maiores goleadores de todos os tempos da equipe caribenha e centro-americana (contabilizando eliminatórias, amistosos oficiais e Copa Ouro) é amplamente dominada por ídolos históricos do país:

  1. Luis Tejada (in memoriam): 43 gols em 108 partidas. Conhecido como “Matador”, foi a principal referência ofensiva da nação antes de falecer repentinamente em janeiro de 2024.
  2. Blas Pérez: 42 gols em 123 jogos, dividindo por anos a liderança do ataque panamenho e o protagonismo de uma geração inteira ao lado de Tejada.
  3. Gabriel Torres: 24 gols em 105 atuações oficiais, consolidando-se como o terceiro principal atacante no retrospecto geral da federação.

O elenco atual e a busca por novos recordes em 2026

Com a classificação assegurada para a Copa do Mundo de 2026, o Panamá desembarcará na América do Norte com plenas chances de expandir as suas estatísticas ofensivas. Sob a liderança técnica de Thomas Christiansen, a equipe parou de ser tratada apenas como um azarão para se estabelecer como uma das principais forças esportivas do continente nos dias de hoje.

A seleção atual é baseada em atletas que chegam em ritmo de alta competitividade, a exemplo do meio-campista Adalberto Carrasquilla e dos atacantes veteranos Cecilio Waterman e José Fajardo. O grupo iniciará o torneio com uma meta tática bastante objetiva: anotar o segundo gol de um atleta panamenho na competição e, dependendo do volume de jogo na fase de grupos, ultrapassar a marca solitária estabelecida por Baloy há exatos oito anos.

A herança deixada pelo chute de Felipe Baloy transcende a leitura fria de uma eliminação com placar elástico. Aquele desvio certeiro apagou o peso de décadas de campanhas frustradas nas Eliminatórias da Concacaf e provou que a equipe poderia atuar no maior palco do planeta. Para os jogadores que vestirão a camisa vermelha no novo torneio, o objetivo é converter a celebração de um tento isolado em desempenhos perigosos contra a elite internacional.

Fontes Consultadas



Fonte: Jovem Pan