Em julgamento sobre a morte de Diego Maradona, uma das filhas do ex-jogador, Gianinna, denunciou nesta terça-feira (21/4), uma manipulação da família pela equipe médica que acompanhava o argentino em suas últimas semanas de vida.
“A manipulação foi total e horrível, eu me sinto como uma idiota”, declarou Gianinna.
Segundo o jornal argentino Clarín, ela acusou três pessoas por negligências potencialmente fatais, foram eles: Leopoldo Luque, o neurocirurgião, Agustina Cosachov, a psiquiatra e o psicólogo Carlos Díaz.
“Infelizmente, confiei nessas três pessoas que nos manipularam e deixaram meu filho e meus três sobrinhos sem avô”, disse a filha de Maradona.
Ao todo, são sete pessoas acusadas no julgamento. Leopoldo Luque, que se declarou inocente, neurocirurgião, Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu no dia 25 de novembro de 2020, durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino. Ele se tratava em casa, onde faleceu.
” Luque nos disse que a melhor opção era a internação domiciliar intensiva. Nunca me esquecerei daquela gravação de áudio de Leopoldo Luque. Ele explicou que, se isso não funcionasse, tinha outra opção, mas que primeiro deveríamos tentar a internação domiciliar, que naquele momento era a melhor opção”,explicou.
“Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. Com a perspectiva que tenho hoje, ouvindo as gravações, não consigo imaginar que estivessem planejando algo diferente”, disse Gianinna.
Anulação do primeiro processo
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal responsável. A anulação da ação aconteceu depois de questionamentos das partes envolvidas no caso do ídolo argentino sobre uma das juízas ter participado de um documentário sobre o caso.
Fonte: Metrópoles













