O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, apagou o post em que chamava Israel de “maldição” e “câncer”. A publicação foi feita nessa quinta-feira (9/4) e apagada pouco tempo depois.
Na publicação, Asif criticava o país pelos ataques ao Líbano, que deixaram mais de 300 mortos na quarta-feira (9/4) e continuam nesta sexta-feira (10/4).
“Israel é mau e uma maldição para a humanidade, enquanto conversas de paz estão em andamento em Islamabad, um genocídio está sendo cometido no Líbano. Cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue continua inabalável. Eu espero e rezo para que as pessoas que criaram este estado cancerígeno em terra palestina para se livrar dos judeus europeus queimem no inferno”, disse.
This is Pakistan’s defence minister, sounding unhinged and genocidal. pic.twitter.com/w1riIyUyHj
— Eylon Levy (@EylonALevy) April 9, 2026
Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de “ultrajante” a publicação.
“O apelo do Ministro da Defesa do Paquistão pela aniquilação de Israel é ultrajante. Esta não é uma declaração que possa ser tolerada de qualquer governo, especialmente não de um que se reivindica como árbitro neutro pela paz”, afirmou pelas redes sociais.
The Prime Minister’s Office:
Pakistan Defence Minister’s call for Israel’s annihilation is outrageous. This is not a statement that can be tolerated from any government, especially not from one that claims to be a neutral arbiter for peace.
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) April 9, 2026
Na quinta-feira (9/4), Netanyahu disse ter autorizado que seu gabinete comece as negociações de paz com o Líbano, mas que não terá cessar-fogo neste momento.
Islamabad vai receber as negociações cruciais entre os Estados Unidos e o Irã neste fim de semana, com o objetivo de um cessar-fogo duradouro. É esperado que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, embarque hoje com destino ao Paquistão. A delegação iraniana já está no país, segundo o Wall Street Journal.
Fonte: Metrópoles




