Jovem mata homem em MG e alega que teve a mãe assassinada por ele há 10 anos

Segundo a defesa, Marcos Antonio da Silva Neto teria presenciado o momento do crime quando tinha 8 anos: ‘Vi cada facada, minha mãe caiu ensanguentada’

Reprodução / Redes sociais Glauciane Cipriano da Silva, mãe de Marcos Antonio da Silva Neto, foi assassinada pelo companheiro, Rafael Garcia Pedroso, em 2016.

Um jovem de 19 anos afirmou ter matado um homem de 31 anos no mês passado, em Minas Gerais, porque teve a mãe assassinada pela vítima há dez anos. O caso aconteceu na cidade de Frutal, no interior do estado.

Segundo a defesa, Marcos Antonio da Silva Neto teria presenciado o momento do crime quando tinha 8 anos. “Vi cada facada, minha mãe caiu ensanguentada e as últimas coisas que ela me disse foi, filho me dá um abraço”, justificou Marcos em confissão à defesa.

Em nota encaminhada à Jovem Pan, os advogados José Rodrigo de Almeida e Isabella Kathrine Vieira do Carmo afirmaram que o jovem tentou se entregar à polícia desde o primeiro dia após o crime. No entanto, a apresentação foi adiada devido à necessidade de deslocamento do advogado responsável, que estava no município de Inocência (MS).

“Ao chegar à cidade, o expediente da Delegacia de Polícia já se encontrava encerrado, razão pela qual a defesa, com prudência, optou por realizar a apresentação diretamente ao delegado titular no dia seguinte”, afirmou a defesa.

Os advogados também afirmaram que colaboraram com as autoridades e atuaram diretamente para viabilizar a apresentação espontânea do investigado.

Segundo a defesa de Marcos, o homem apontado como assassino de sua mãe, Rafael Garcia Pedroso, chegou a ser condenado pelo júri popular em 2019. No entanto, a decisão foi posteriormente anulada por uma questão processual envolvendo os quesitos apresentados aos jurados.

Ainda de acordo com a defesa, após recursos, ele passou a cumprir prisão domiciliar a partir de janeiro, enquanto aguardava a realização de um novo júri. Assim, apesar de já ter sido julgado e condenado, o caso voltou à fase de julgamento.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que prossegue com as investigações para apurar o possível envolvimento de outros citados na ocorrência, inclusive com a solicitação de prisão temporária de Marcos Antonio da Silva Neto .

Outros três homens são investigados pelo crime: dois jovens de 19 anos, um de 25 e um homem de 35 anos. Este último foi preso na última quarta-feira (1º), em cumprimento a um mandado de condenação expedido pela Justiça por outro crime.

 



Fonte: Jovem Pan