O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ficou emocionado ao se despedir da chefia da pasta em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (1º/4) em Fortaleza (CE).
A cerimônia marcou a inauguração do alojamento estudantil do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará e celebrou os dois anos de implementação do programa Pé-de-Meia, marco da gestão de Camilo à frente da pasta.
“Hoje, eu me despeço do Ministério da Educação com a sensação de dever cumprido. Não que nós chegamos até onde gostaríamos de chegar. Ainda temos muito trabalho pela frente para garantir que cada criança e cada jovem possam ter acesso a uma escola de qualidade e poder pensar na sua vida e ter uma vida melhor”, afirmou.
“Eu estou muito feliz. Feliz porque isso aqui é um sonho. Feliz porque meu pai sempre me ensinou que na vida há os construtores e os espectadores. Os espectadores são aqueles que assistem a vida passar. Os construtores são aqueles que querem construir um mundo melhor, mais justo e mais humano para as pessoas. E é essa a opção que nós fizemos, de cuidar das pessoas”, completou, com a voz embargada.
Camilo deixa o Ministério da Educação para se dedicar à campanha do governador do Ceará Elmano de Freitas (PT) à reeleição, e retorna ao seu mandato no Senado, onde foi eleito em 2022.
O ministro chegou a ser ventilado para concorrer ao comando do estado no lugar de Elmano, já que poderia ser um nome mais forte para enfrentar Ciro Gomes (PSDB) na disputa.
Durante o evento, Camilo entregou ao presidente um exemplar da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) com o nome de Lula. Segundo o ministro, o titular do Planalto é “o maior professor de todos”.
“O presidente me cobrava a carteira dele. E eu quero sair do ministério, presidente, lhe entregando simbolicamente a sua carteira, porque você é o maior professor de todos no Brasil, que nos ensina a cuidar das pessoas, que abre portar para a nossa juventude”, declarou.
Quem assume o cargo de Camilo é o até então secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini.
Fonte: Metrópoles




