A Polícia Federal apura o aluguel de uma mansão, em Brasília, da empresária Roberta Luchsinger para Fábio Luís da Silva, o Lulinha, acusado de tráfico de influência. Segundo os investigadores, o imóvel teria sido contratado em nome de outra pessoa, com exigência de confidencialidade.
A informação foi publicada pelo jornal O Globo. A imobiliária que participou da negociação afirmou que a documentação foi assinada por Rafael Nicolau Arbex.
O dentista foi testemunha de Fernando Bittar no processo da Operação Lava Jato, relacionado ao sítio de Atibaia, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em 2019. A sentença, no entanto, foi anulada em 2021.
Bittar era o dono formal do sítio, que foi reformado pela Odebrecht com as empreiteiras OAS e Schahin e o pecuarista José Carlos Bumlai para que, segundo a investigação, o petista usasse naquele ano.
No imóvel de Brasília, segundo a imobiliária, Roberta visitou a casa e participou da negociação do aluguel, mas quem assinou foi Rafael, em 2024.
Depois de fechar o contrato, ex-funcionários afirmaram que a empresária e Lulinha recebiam visitantes e realizavam reuniões.
A mansão fica em um condomínio fechado, no Lago Sul, com acesso restrito a pessoas autorizadas. O aluguel na região custa, em média, R$ 240 mil por ano, segundo informações de imobiliárias.
Investigação
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo. Os indícios surgiram durante as quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que apura esquema bilionário de descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
Inquéritos contra Lulinha
- Ministério da Saúde — suspeito de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. Inquérito autorizado pelo STF.
- Dataprev — PF suspeita que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha atuado com Lulinha, o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de firmar contratos com o governo federal. Inquérito autorizado pelo STF.
- 3Structure It — filho do presidente é suspeito de usar o nome de Lula em favor de empresas parceiras dele. Pedido de inquérito sob análise.
Em 30 de julho, o Metrópoles revelou, na coluna do Tácio Lorran, que a PF pediu autorização ao Supremo para investigar Lulinha por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados à cannabis medicinal.
De acordo com o inquérito, Roberta teria sido contratada pelo “Careca” para viabilizar a compra de canabidiol pelo governo federal e teria contado com a intermediação de Lulinha. O negócio não foi concretizado.
Fonte: Metrópoles














