O governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, lançou uma proposta de segurança pública baseada no endurecimento do combate ao crime organizado e na ampliação da atuação do Estado em áreas consideradas estratégicas. Batizado de “Operação Reconquista – Segurança Pública”, o plano tem como lema a retomada da “paz, ordem, território, soberania, família e dinheiro do crime”.
A cartilha apresentada pelo candidato reúne oito propostas e parte de um diagnóstico de que o crime organizado avançou sobre diferentes áreas do país, incluindo fronteiras, sistema prisional e estruturas financeiras.
Entre as principais medidas está a criação de uma Lei do Terrorismo Doméstico, com a proposta de enquadrar organizações criminosas que dominem grandes extensões do território brasileiro como ameaças à segurança nacional. O documento também defende maior atuação das Forças Armadas no combate ao crime quando necessário.
Outro eixo do programa é a retomada da Amazônia e das fronteiras brasileiras. A proposta prevê reforço do controle territorial e combate ao tráfico de drogas, armas e à atuação de grupos criminosos que, segundo a campanha, avançaram nessas regiões.
Caiado também propõe a criação de uma Polícia da América do Sul, com integração entre países do continente para combater organizações criminosas que atuam de maneira transnacional.
Ataque ao dinheiro do crime
O plano dá atenção especial ao patrimônio das organizações criminosas. Uma das propostas é chamada de “asfixia financeira do crime”, com o objetivo de retirar dos criminosos recursos utilizados para manter suas estruturas.
A campanha defende ainda o confisco dos bens de homens que praticarem crimes contra mulheres, com a transferência do patrimônio para os filhos e familiares das vítimas.
No sistema penitenciário, a proposta prevê a criação de uma Rede Nacional de Presídios de Segurança Máxima, destinada principalmente a criminosos considerados líderes de facções.
O programa também apresenta uma das propostas mais polêmicas da campanha: a redução da maioridade penal. A justificativa apresentada na cartilha é que adolescentes poderiam ser recrutados por organizações criminosas para cometer assassinatos e outros crimes justamente por terem tratamento penal diferente do aplicado aos adultos.
Críticas ao governo petista
Ao apresentar o plano, Caiado reforça o discurso de oposição ao governo do PT e associa o avanço das organizações criminosas, em seu diagnóstico político, à falta de uma resposta nacional mais dura contra a criminalidade.
A campanha sustenta que o Brasil precisa recuperar o controle de territórios, fronteiras e do sistema penitenciário, além de retirar das organizações criminosas os recursos financeiros que sustentam suas atividades.
Outro ponto destacado é o combate à corrupção política. A proposta afirma que políticos que entram no poder e enriquecem durante o mandato precisam ser responsabilizados, defendendo uma atuação mais rigorosa contra o desvio de dinheiro público.
O plano resume a estratégia em uma frase: “O Brasil vai reconquistar: paz, ordem, território, soberania, família e dinheiro do crime.”
Com o lançamento, Caiado tenta colocar a segurança pública no centro de sua campanha presidencial e apresentar-se ao eleitorado como uma alternativa de linha dura no combate ao crime organizado, em contraposição ao modelo adotado pelo governo federal petista.
Fonte: Jovem Pan




