Estreante na política, o empresário Raimundo Nogueira, candidato a primeiro suplente na chapa do irmão Ciro Nogueira (PP-PI) ao Senado Federal, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 19.206.729,59.
Raimundo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo investigadores, ele administra a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que teria sido utilizada para receber suposta mesada do banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração de bens apresentada ao TSE inclui participações societárias, aplicações financeiras, imóveis rurais e urbanos, veículos, dinheiro em espécie e ações.
Entre os principais ativos informados estão ações avaliadas em R$ 5 milhões, uma participação societária de R$ 3,9 milhões, quotas empresariais que somam mais de R$ 3,3 milhões e aplicações de renda fixa superiores a R$ 3 milhões.
O patrimônio também reúne dezenas de terrenos, parte deles recebidos por herança , uma propriedade rural, dois veículos, valores em reais, dólares e euros, depósitos bancários, consórcio de automóvel e outros investimentos financeiros.
O que diz a PF
Segundo a PF, a CNLF adquiriu 30% de participação societária na Green Investimentos S.A., empresa que os investigadores apontam como controlada por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.
Um dos principais pontos da investigação é o valor atribuído à operação. De acordo com a Polícia Federal, a CNLF pagou R$ 1 milhão por uma participação societária que teria valor estimado em R$ 13 milhões.
Para embasar a suspeita de subavaliação do negócio, os investigadores citam mensagens nas quais Felipe Vorcaro teria informado a Daniel Vorcaro que os dividendos da Green Investimentos e da Trinity poderiam chegar a R$ 2,4 milhões, referentes a uma participação de 20% nas empresas.
A PF afirma ainda que Felipe Vorcaro, então presidente da Green Investimentos, estruturou um fluxo de pagamentos para a CNLF por meio da BRGD S.A.
Segundo a investigação, mensagens apreendidas fazem referência a uma “parceria BRGD/CNLF”, que teria resultado em pagamentos mensais de R$ 300 mil destinados ao senador Ciro Nogueira. Os investigadores afirmam que os valores teriam sido posteriormente elevados para R$ 500 mil.
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Fonte: Metrópoles










