O Corinthians sentiu demais a falta de Yuri Alberto no jogo de ida da Copa do Brasil, e ainda pagou caro pelo atrevimento de Fernando Diniz, ficando em situação delicada no confronto diante do Internacional. Sem seu artilheiro, a equipe até teve o controle da posse de bola, mas mostrou enorme inoperância ofensiva e, quando se abriu ainda mais, levou dois gols em intervalo de seis minutos na etapa final. Com os 2 a 0 sofridos, terá de se sobressair na Neo Química Arena se não quiser amargar uma queda precoce na competição.
Até então tranquilo no embate, o Corinthians pagou caro por uma substituição atrevida de Fernando Diniz após André levar uma pancada no olho e pedir para sair. O treinador resolveu ousar, com mais um atacante na vaga do volante, e levou os dois gols em sequência após a troca.
Defendendo o título, o Corinthians vem sempre figurando entre os melhores nas últimas temporadas. Antes de erguer o troféu ao bater o Vasco, no Maracanã, no ano passado, foram duas quedas na semifinal, além da perda da decisão de 2021 nas penalidades.
Para manter tal retrospecto, terá de ganhar de ao menos dois gols de diferença em seu estádio para levar a decisão às penalidades. A definição ocorre na quinta-feira, às 20 horas, na Neo Química Arena.
Depois de cinco jogos seguidos sem triunfo, com quatro derrotas, o Inter desencanta e vai motivado para São Paulo, onde já surpreendeu no primeiro turno do Brasileirão, com 1 a 0.
CORINTHIANS TEM POSSE DE BOLA, MAS É INOPERANTE NA FRENTE
Atual campeão, o Corinthians entrou em campo sem seu artilheiro, Yuri Alberto, machucado. Gui Negão ganhou a primeira oportunidade entre os titulares com Fernando Diniz após um tempo afastado por lesão, enquanto o comandante não escondeu o alívio por contar com Matheus Bidu na esquerda e Garro na armação.
Ainda no aguardo de Memphis Depay, o Corinthians mandou a campo um time forte e com ataque leve para tentar ampliar a crise do rival colorado, vindo de quatro derrotas e um empate. Mesmo longe de casa, o Corinthians prometia ousar no Beira-Rio por um retorno menos cascudo na quarta-feira.
Uma derrota caseira por 1 a 0 no Brasileirão, em abril, custou o emprego de Dorival Junior e abriu caminho para a chegada de Fernando Diniz. E deixou muitos jogadores alvinegros com sentimento de vingança pela rivalidade que esquenta a cada ano com os gaúchos.
Bem por isso, o começo veio com visitantes no ataque e já colocando Matheus Cunha para trabalhar em bomba de Bidon. Com Raniele entre os zagueiros, os laterais tinham liberdade para atacarem com muita gente de branco do meio para a frente.
O Corinthians tinha a posse de bola, mas esbarrava na parede vermelha e não finalizava. Em contrapartida, os donos da casa adotavam uma postura covarde, com Carbonero isolado na frente, brigando, por vezes, com quatro ou cinco marcadores e deixando a torcida irritada.
O jogo passou por minutos feios e com jogadores esquecendo o futebol para bater boca e distribuir pancadas. O Inter teve a chance de ficar em vantagem no passe errado de Gabriel Paulista para trás. Carbonero saiu de frente para o gol e esbarrou em Hugo Souza.
SEGUNDO TEMPO DESASTROSO E TRIUNFO DO INTER
O Corinthians retornou do descanso disposto a mudar o rumo do jogo e foi logo desperdiçando duas boas oportunidades, em chute de Kaio César e cabeçada de Gui Negão. Diniz só não esperava perder André, machucado – sofreu uma pancada no olho.
Diniz optou por outro atacante, Lingard, abriu demais o time e pagou caro. O Inter encaixou dois contragolpes perigosos e, após um escanteio, a bola cortada sobrou para Matheus Bahia abrir o marcador. O alvinegro acusou o golpe e , logo depois, Gustavo Henrique fez pênalti em Bruno Henrique. Alan Patrick beijou a bola e bateu para ampliar a vantagem.
A calmaria que o Corinthians tinha no jogo diante de um rival que tinha como meta se defender, mesmo em casa, virou desespero. O treinador modificou todo o time e viu os chuveirinhos não darem em nada, apesar de Gustavo Henrique, Raniele e Bidu assustarem. Diniz terá de reorganizar a equipe, colocar a cabeça no lugar, e arrumar uma estratégia para furar o preciso esquema defensivo do Internacional.
Fonte: Jovem Pan




