Com a missão de reconstruir uma potência do futebol mundial, Jürgen Klopp foi anunciado como novo técnico da seleção da Alemanha nesta sexta-feira (24).
O anúncio, esperado há algum tempo, dará ao treinador de 59 anos o comando da ‘Mannschaft’ até a Copa do Mundo de 2030, que será organizada em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos.
Klopp mostrou publicamente seu desejo e disponibilidade de assumir o cargo após a demissão de Julian Nagelsmann no início de julho.
A saída de Nagelsmann aconteceu após a decepcionante eliminação na fase de 16-avos de final do Mundial de 2026 contra o Paraguai, a terceira queda precoce consecutiva da equipe desde o tetracampeonato em 2014.
Em 2018 e em 2022, a Alemanha nem sequer passou da fase de grupos.
A disponibilidade de Klopp, alternativa favorita da Federação Alemã de Futebol (DFB) para o cargo, acelerou a saída de Nagelsmann.
“É uma grande honra para mim estar sentado aqui hoje”, declarou o ex-treinador do Liverpool em entrevista coletiva convocada pela DFB nesta sexta-feira, em Frankfurt.
“É o ponto alto da minha carreira, da minha vida, da minha vida profissional. Darei tudo o que tenho“, acrescentou.
Bernd Neuendorf, presidente da DFB, anunciou que o contrato do novo treinador começa no dia 15 de agosto e vai até meados de 2030.
Um mata-mata vencido em 10 anos –
Desde janeiro de 2025, Klopp trabalhava para o grupo Red Bull como diretor mundial de futebol, assessorando os diferentes clubes dos quais o conglomerado austríaco de bebidas energéticas é proprietário.
Neuendorf agradeceu ao grupo Red Bull por sua disposição de “encerrar prematuramente o contrato com Jürgen Klopp”, já que o treinador precisa de “concentração total”.
Porém, em uma primeira e contundente declaração, Klopp afirmou nesta sexta-feira que, se em algum momento a opinião pública ou a DFB se voltarem contra ele, deixará o cargo.
“Se amanhã começaram a dizer que sou um lixo, vou embora sem pedir compensação”, afirmou.
Depois de repetir várias vezes desde que deixou o Liverpool que sua carreira como treinador havia chegado ao fim, Klopp retorna agora com a gigantesca missão de devolver prestígio internacional à seleção alemã.
A eliminação nos pênaltis contra o Paraguai na Copa foi o terceiro tropeço consecutivo desde que a ‘Mannschaft’ conquistou seu último título mundial, no Brasil.
Na última década, desde chegou à semifinal da Eurocopa de 2016, a Alemanha só venceu um jogo de mata-mata em três Copas do Mundo e duas Euros.
Velhos parceiros –
Também bem-sucedido como técnico no Mainz e no Borussia Dortmund, Klopp deixou o Liverpool ao final da temporada 2023/2024, após nove anos em Anfield, período em que conquistou todos os títulos possíveis.
Em 2020, os ‘Reds’ encerraram um jejum de 30 anos sem conquistar o Campeonato Inglês e, um ano antes, Klopp levou a equipe a levantar seu sexto troféu da Liga dos Campeões.
A DFB já tinha Klopp no radar há muito tempo e, dentro da federação, ele é considerado o melhor candidato para assumir o cargo após a saída de Nagelsmann.
Renomado por sua capacidade de extrair o melhor de seus jogadores, o experiente treinador chega ao comando da seleção alemã acompanhado de seus assistentes habituais, Peter Krawietz e Pepijn Lijnders.
Ele também contará com o apoio de Rudi Völler, diretor esportivo da Alemanha desde 2023, que tem mais dois anos de contrato com a DBF.
À sua disposição, Klopp terá uma geração promissora de jogadores, como Florian Wirtz (23 anos), Jamal Musiala (23), Aleksandar Pavlovic (22), Lennart Karl (18), Jonas Urbig (22) e Nathaniel Brown (23).
Sua primeira convocação será em setembro, para quatro jogos da Liga das Nações da Uefa marcados para o final de setembro e o início de outubro, incluindo duelos fora de casa contra Países Baixos e Grécia, e como mandante contra a Grécia e Sérvia.
Fonte: Jovem Pan




