Após green card de Eduardo Bolsonaro, Caiado diz que documento é para ‘produtor brasileiro’

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (21) que é o produtor brasileiro quem precisa de Green card para “entrar no mercado americano sem pagar pedágio”.

“Green card, quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio. Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil”. Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar!”, disse Caiado em seu perfil no X.

O Green card é um documento concedido pelo governo dos Estados Unidos que autoriza estrangeiros a morarem no país com direitos semelhantes aos cidadãos americanos.

Eduardo Bolsonaro e a família foram beneficiados com a medida. O caso repercutiu na imprensa nesta segunda-feira (20) por ocorrer em meio a crise nas relações entre o Brasil e os EUA.

A crise diplomática se agravou na semana passada, quando o governo Donald Trump concluiu investigação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) e determinou que produtos brasileiros recebessem uma tarifa de 25%.

Na esteira da decisão, o secretário de Estado americano Marco Rubio ainda fez críticas públicas ao governo brasileiro e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”. O Itamaraty reagiu e classificou as declarações como “grosseiras” e “arrogantes”.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em entrevista ao Rede Comunica Brasil nesta terça-feira, o ex-deputado federal afirmou que o processo de obtenção do Green card durou mais de um ano, exigiu a contratação de advogado e a abertura de contas bancárias para comprovar a origem de recursos. Disse ainda que precisou demonstrar notoriedade e potencial de trazer benefícios à sociedade americana.

O ex-deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe. A atuação de Eduardo Bolsonaro, ainda no ano passado, gerou as primeiras tarifas dos EUA contra o Brasil.

Fonte: Jovem Pan