Novo líder do Irã promete vingar morte de Ali Khamenei "em breve"

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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu, neste sábado (11/7), vingar a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, e afirmou que a resposta contra os Estados Unidos e Israel será cumprida “em breve”.

A declaração marca uma escalada na retórica entre Teerã e Washington e foi divulgada poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar “dizimar” o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Em comunicado publicado pela agência estatal iraniana Fars, Mojtaba declarou que a vingança é “uma exigência da nação” e prometeu retaliação não apenas pela morte do pai, mas também pela de todos os iranianos mortos durante os confrontos recentes.

“Prometemos vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, derramado pelas mãos desses assassinos criminosos e desonrados”, afirma novo líder supremo.

Ainda de acordo com o texto atribuído a Mojtaba Khamenei, os responsáveis “não terão uma morte pacífica” e a promessa será cumprida “em breve”, independentemente de quem esteja no comando da República Islâmica.

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Mojtaba Khamenei, atual líder supremo e autoridade máxima do Irã

Ali Khamanei foi morto durante operação de Israel e Estados Unidos no Irã
Pessoas em luto reúnem-se durante o cortejo fúnebre do falecido Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei
Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei
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Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei

Reprodução Tasnim

Mojtaba Khamenei, atual líder supremo e autoridade máxima do Irã
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Mojtaba Khamenei, atual líder supremo e autoridade máxima do Irã

Saeid Zareian/picture alliance via Getty Images

Ali Khamanei foi morto durante operação de Israel e Estados Unidos no Irã
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Ali Khamanei foi morto durante operação de Israel e Estados Unidos no Irã

IRANIAN LEADER PRESS OFFICE/Anadolu via Getty Images

Pessoas em luto reúnem-se durante o cortejo fúnebre do falecido Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei
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Pessoas em luto reúnem-se durante o cortejo fúnebre do falecido Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei

Murtadha Al-Sudani/Anadolu via Getty Images)


Nova escalada

  • Mais cedo, Trump afirmou que ordenaria uma resposta devastadora caso Teerã tentasse atacá-lo, após relatos de inteligência sobre ameaças de assassinato atribuídas a facções da linha-dura iraniana.
  • Autoridades de Israel informaram o governo dos EUA sobre supostas ameaças contra o chefe da Casa Branca.
  • Embora integrantes da inteligência avaliem que setores radicais da liderança iraniana desejem retaliar Trump, autoridades americanas afirmam que não há evidências de um novo plano específico para executar o presidente, apenas informações recorrentes sobre intenções de diferentes grupos ligados ao Irã.

Mojtaba Khamenei assumiu o posto de líder supremo após a morte de Ali Khamenei em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel, em fevereiro deste ano.

Segundo relatos divulgados por veículos iranianos, o novo líder também teria ficado ferido na ofensiva, que matou ainda sua mãe e sua esposa.

Desde que foi nomeado, Mojtaba não apareceu em público. Ele permanece em local não revelado e tem se comunicado apenas por meio de mensagens escritas divulgadas pela imprensa estatal, sem pronunciamentos em vídeo ou áudio.

A declaração deste sábado é uma das poucas manifestações públicas atribuídas ao novo líder desde que assumiu o comando do país.

O segundo filho mais velho de Khamenei também divulgou uma mensagem agradecendo o comparecimento de milhões de pessoas aos funerais do pai, realizados entre os dias 4 e 9 de julho em diversas cidades do Irã e do Iraque.

Negociações suspensas

As declarações ocorrem enquanto permanecem suspensas as negociações entre Washington e Teerã. Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos, alegando responder a ações de Teerã contra embarcações comerciais próximas ao Estreito de Ormuz.

Em reação, o governo iraniano lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait e acusou Washington de violar acordos internacionais.

Fonte: Metrópoles