A operação da Polícia Federal, que atingiu o pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União-RJ), deve provocar novas mudanças para salvar a chapa montada por Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família.
Integrantes da legenda avaliam que a demora para bater o martelo e definir nomes já tem prejudicado a campanha presidencial do senador e fragilizado o palanque no Estado. O PL corre contra o tempo a menos de 90 dias das eleições, por isso deve apostar em nomes conhecidos do eleitor carioca.
Hoje, a vaga deixada pelo ex-governador Cláudio Castro, que desistiu de disputar a eleição para o Senado após operações da PF, ainda não foi preenchida. O deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho, ambos do PL-RJ, são os nomes mais cotados para herdar a vaga deixada por Castro e enfrentam uma disputa interna. O deputado federal, Sóstenes Cavalcante, também foi cogitado, mas o parlamentar tem o desejo de buscar a reeleição na Câmara e disputar a presidência da Casa no ano que vem.
A segunda cadeira do Senado no Estado está com Márcio Canella, mas já havia um incômodo dentro do PL com o nome do ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio como a Jovem Pan mostrou anteriormente.
Nomes conhecidos da política fluminense voltaram a ser especulados para a vaga de Canella como o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) com a suplência ficando com a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio. Conta a favor de Crivella as recentes pesquisas eleitorais, onde o parlamentar aparece como um candidato competitivo e com possibilidades de levar uma das cadeiras em disputa.
Nos bastidores, a avaliação é de que a desistência da pré-candidatura de Canella é uma decisão que cabe ao União Brasil. Uma reunião da legenda deve acontecer nos próximos dias para definir a escolha de um novo nome ou se abrem mão da cadeira ao Senado. A pressão do PL deve aumentar com a proximidade das convenções partidárias.
Fonte: Jovem Pan




